Nove dias depois da reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva, o governo dos Estados Unidos ainda não reconheceu oficialmente o resultado. Mais de 100 países já parabenizaram o petista, mas Washington suspendeu um comunicado de felicitações que já estava pronto no Departamento de Estado.

Mais de 100 países e 112 chefes de Estado já enviaram mensagens de parabéns a Lula desde o resultado do segundo turno, em 25 de outubro.

Lula venceu Flávio Bolsonaro por 51,79% a 48,21% dos votos, segundo o TSE.

Sete países ainda não reconheceram oficialmente o resultado, e os Estados Unidos chamam atenção por romper um padrão histórico. Desde a redemocratização, presidentes americanos costumam reconhecer rapidamente o vencedor de eleições no Brasil.

O silêncio quebra um padrão que atravessou todas as transições de poder desde a redemocratização. Um documento da embaixada dos Estados Unidos enviado ao Departamento de Estado atesta a legitimidade do pleito brasileiro.

O texto contraria as declarações públicas do próprio Trump, que chamou a eleição de "vergonha". A imprensa americana e brasileira revelou que o governo Trump determinou a suspensão de um comunicado de congratulações que já estava pronto no Departamento de Estado.

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O que diz o governo brasileiro

O governo brasileiro avalia com cautela a postura de Trump, segundo apuração da imprensa. A orientação no Palácio do Planalto é evitar manifestações públicas que ampliem o confronto com os Estados Unidos.

Apesar do impasse, Lula convidou Trump e o argentino Javier Milei para a posse, marcada para 5 de janeiro, mesmo sem o reconhecimento formal dos dois líderes.

Antes disso, Trump já havia dito que não pretende se envolver na eleição brasileira, mesmo após receber a carta de Flávio Bolsonaro contestando o resultado.

No Brasil, o Centrão e o próprio PL de Flávio já reconheceram a vitória de Lula. O movimento isola o candidato derrotado na contestação ao resultado. Flávio deixou o país para os Estados Unidos após a derrota, alegando fraude nas urnas em carta golpista.

O que acontece agora

O TSE marcou a diplomação de Lula e do vice Geraldo Alckmin para 12 de dezembro, e a posse acontece em 5 de janeiro de 2027. Até lá, Trump e os outros seis países seguem sem confirmar o reconhecimento oficial.