A receita do segmento agrícola da Basf somou 1,4 bilhão de euros no terceiro trimestre de 2026, queda de 19,7% ante o mesmo período de 2025. O resultado contrasta com o desempenho geral da empresa, que superou as expectativas do mercado no trimestre.

Plantação de soja verde e extensa sob céu azul, representando o agronegócio atendido pela Basf
Plantação de soja: o segmento agrícola é um dos negócios da Basf no Brasil — Foto: Tiago Fioreze/Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

A queda no agro veio da combinação de menos volume vendido (-17,3%) e preços mais baixos (-4,8%). O câmbio ajudou um pouco (+2,1%), mas não foi suficiente para reverter o quadro.

Onde a queda doeu mais

Entre as linhas de produto, os herbicidas tiveram a maior queda: receita de 316 milhões de euros, recuo de 31,3%. Fungicidas caíram 22,2%, para 470 milhões de euros, e o tratamento de sementes recuou 29,7%, para 108 milhões.

A única categoria em alta foi sementes e características genéticas de cultivares, com crescimento de 3,3%, para 272 milhões de euros. O detalhe que mais importa para o Brasil: a Basf citou a América do Sul, África e Oriente Médio como destaque negativo no trimestre.

A empresa atribuiu parte da queda sul-americana à antecipação de vendas para o 2º trimestre, uma medida tomada para facilitar a migração para um novo sistema de planejamento de recursos empresariais.

O contraste com o resultado geral

O segmento agrícola fechou o trimestre com Ebitda negativo de 78 milhões de euros, revertendo o resultado positivo de 44 milhões de euros de um ano antes.

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Ainda assim, a Basf elevou a projeção de resultado para o ano, depois de um trimestre que classificou como sólido. O agro foi a exceção, em meio à concorrência da Syngenta, que busca capital via IPO em Hong Kong.

O resultado chega num momento em que o preço da soja resiste no Brasil por causa da demanda chinesa, enquanto o mercado de defensivos agrícolas enfrenta pressão regulatória: sete dos dez agrotóxicos mais vendidos no país são proibidos na União Europeia.