A abstenção no 2º turno das eleições presidenciais de 2026 ficou em 19,21%, a menor taxa registrada em uma eleição presidencial em 20 anos, segundo balanço do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O turno decisivo reelegeu o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Dos mais de 158 milhões de eleitores aptos, 128,2 milhões compareceram às urnas no dia 25 de outubro. Cerca de 30 milhões não votaram.
Por que o número chama atenção
Historicamente, o 2º turno tem MAIS ausentes que o 1º: isso aconteceu em 6 das 7 eleições com segundo turno desde a redemocratização. Em 2026, a abstenção caiu de 21,08% no 1º turno para 19,21% no 2º.
É a maior queda entre turnos já registrada no país. A exceção anterior foi em 2022, entre Lula e Jair Bolsonaro, quando a abstenção também recuou, de 20,95% para 20,58%.
A série histórica mostra a tendência: a abstenção no 2º turno vinha oscilando acima de 20% desde 2010 (21,5%), passando por 21,1% em 2014 e 21,3% em 2018, até cair para 20,58% em 2022 e agora 19,21% em 2026.
A inversão do padrão histórico mostra que o 2º turno de 2026 atraiu mais gente às urnas do que o normal, não menos.
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O Poder360 atribui parte da queda à mobilização de rua das duas campanhas: atos de Lula em 37 cidades e o chamado "Bloquinho do 22", de Flávio Bolsonaro.
O que mais o TSE confirmou
O presidente do TSE, ministro Nunes Marques, reconheceu que uma decisão preliminar divulgada após o encerramento da votação gerou dificuldades para o processo eleitoral. Segundo ele, a medida não alterou a apuração nem o resultado final.
Lula foi reeleito com 64.256.232 votos (51,79%), contra 59.826.041 votos (48,21%) de Flávio Bolsonaro. A posse está marcada para 5 de janeiro de 2027.































