O comentarista esportivo da Rádio Gaúcha Adroaldo Guerra Filho, o Guerrinha, morreu nesta quarta-feira (28) aos 70 anos, em decorrência de uma infecção pulmonar que evoluiu para um quadro generalizado. Ele estava internado no Instituto de Cardiologia, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.

Guerrinha atuava na emissora havia 27 anos, com décadas de carreira no rádio gaúcho.

Microfone antigo de rádio em estúdio de jornalismo, foto de contexto sobre a história do radiojornalismo
Microfone de rádio: foto de contexto sobre a história do radiojornalismo esportivo — Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Era conhecido pela irreverência, pelo carisma e pelas frases de efeito que misturavam humor e sarcasmo. O Grupo RBS o descreveu como "uma referência dentro e fora da RBS, tendo o bom humor como uma de suas marcas".

Clubes rivais, o mesmo luto

Colorado declarado, Guerrinha era admirado tanto pelos torcedores do Internacional quanto pelos do Grêmio. Os dois clubes, além do Juventude, divulgaram notas de pesar.

O Inter lembrou que ele "construiu, ao longo de mais de cinco décadas de atuação na imprensa do Rio Grande do Sul, uma trajetória reconhecida por todos e todas no estado".

O clube citou a crônica "Não me acordem", de Luis Fernando Verissimo, à qual Guerrinha deu voz, sobre a conquista do título Mundial de 2006. Ele também participou do espetáculo que celebrou a reinauguração do Beira-Rio.

O Grêmio chamou Guerrinha de "uma das vozes mais marcantes da história do rádio do Rio Grande do Sul". "O futebol é feito por grandes personagens, dentro e fora de campo. Guerrinha foi um deles", disse o clube, em nota.

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Um comentarista torcedor de um lado só, lamentado igualmente pelos dois lados da maior rivalidade do estado, é raro no futebol gaúcho.

Os colegas de rádio

"Conviver com o Guerrinha sempre foi conviver com o gênio", disse o comentarista do Grupo RBS Mauricio Saraiva. "No ar ele está quieto e lá pelas tantas vem a frase que nenhum dos outros cinco somados seria capaz de fazer."

Já Diogo Olivier, também do Grupo RBS, resumiu o tamanho da perda: "Vai ter um buraco enorme. Um gigantesco desafio para o Sala de Redação. Eu não vou dizer substituir o Guerrinha, porque o Guerrinha realmente é uma pessoa insubstituível."