A Braskem confirmou que o prazo de negociação com os credores sobre os termos do seu plano de recuperação extrajudicial foi prorrogado para a próxima sexta-feira (30). A petroquímica respondeu a ofício da B3 e da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
O órgão regulador havia questionado a empresa sobre avanços nas conversas de reestruturação, noticiados pela imprensa nos últimos dias.
Apesar de diversas reuniões sobre o assunto, a empresa afirmou que as partes ainda não chegaram a um consenso quanto aos termos e condições definitivos do plano.
A companhia ressaltou que as propostas e parâmetros trocados nas negociações têm caráter estritamente indicativo e não vinculante, sujeitos à validação mútua e ao crivo dos órgãos de governança corporativa das partes envolvidas.
Em nota, a Braskem reforçou que mantém conversas para cumprir os prazos acordados, reafirmando o compromisso de encontrar uma solução para sua dívida. A empresa disse ainda que a negociação preserva a continuidade operacional regular de seus ativos industriais.
Relembre o caso
A Braskem entrou com pedido de recuperação extrajudicial em agosto, para uma dívida então estimada em R$ 54 bilhões. Dias depois, a B3 retirou a empresa do Ibovespa.
A Justiça aceitou processar o pedido no fim daquele mês.
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Em setembro, credores pediram um aporte de US$ 3 bilhões de Petrobras e IG4, acionistas da companhia.
Na mesma época, o Ministério Público questionou a recuperação e pediu o bloqueio de US$ 800 milhões. Na semana passada, a empresa detalhou propostas de reestruturação de uma dívida de US$ 11 bilhões aos credores, o valor em discussão nesta fase.
O que acontece agora
Com o novo prazo, credores e Braskem têm até sexta-feira (30) para tentar fechar os termos definitivos do plano. Até lá, a companhia diz manter a operação normal de suas fábricas enquanto a negociação segue em aberto.

































