O presidente de El Salvador, Nayib Bukele, apontado como um dos maiores aliados do bolsonarismo na América Latina, enviou carta parabenizando Lula (PT) pela reeleição ainda no domingo (25), dia da votação. A carta foi entregue pela embaixada salvadorenha em Brasília.
Muitos chefes de Estado reconheceram o resultado em publicações nas redes sociais, mas Bukele preferiu um gesto mais discreto.
Na carta, obtida pela Folha, ele parabenizou Lula "em nome do povo e do Governo da República de El Salvador, de minha esposa Gabriela e em meu próprio nome".
Ele também reiterou a disposição de "continuar fortalecendo as relações de amizade e cooperação" entre os dois países.
Com o gesto, restam apenas dois líderes do hemisfério sem reconhecer a vitória de Lula: o americano Donald Trump e o argentino Javier Milei. Trump chegou a insistir, sem provas, que a eleição brasileira foi alvo de fraude.
Passou uma impressão muito ruim. A eleição, a maneira como os votos foram contabilizados, sabe? Com a prorrogação do horário de votação, foi muito estranho.
Entre os que já parabenizaram Lula publicamente estão Emmanuel Macron e Narendra Modi, entre outros líderes mundiais.
Milei, por sua vez, segue em silêncio: o porta-voz dele já errou ao tentar justificar a ausência de reconhecimento.
O aliado que Flávio buscava emular em segurança pública foi um dos primeiros a reconhecer a derrota dele.
Bukele foi citado como modelo de segurança pública por Flávio durante a campanha, que chegou a receber o ministro salvadorenho Gustavo Villatoro em Brasília.
Publicidade
O aceno de Bukele chama atenção porque ele é visto como referência para a extrema direita latino-americana, ao lado de Milei. A proximidade com o bolsonarismo não impediu o reconhecimento diplomático imediato, enquanto Washington e Buenos Aires mantêm o silêncio.
Flávio não reconheceu o resultado da eleição e fugiu para os Estados Unidos depois de o STF mandar recolher os passaportes dele. O senador é investigado em dois inquéritos por suspeita de lavagem de dinheiro.
O que acontece agora
Diplomatas brasileiros já avaliavam, antes do resultado, como obter o reconhecimento rápido do vencedor por parte de outros países. Falta agora só fechar a lista com Washington e Buenos Aires.































