Mais de 82 mil eleitores do Espírito Santo anularam o voto para governador no 2º turno, no domingo (25), ao digitar os números de Lula (PT) e de Flávio Bolsonaro (PL) na disputa à Presidência. Nenhum candidato ao governo capixaba usa esses números.
Segundo A Gazeta, 50.546 eleitores digitaram 13, o equivalente a 38,05% de todos os votos nulos para o cargo. Outros 32.225 digitaram 22, ou 24,25% dos nulos.
No 2º turno no ES, houve 2.405.654 votos no total, dos quais 132.846 foram nulos e 64.871 em branco. Os votos válidos somaram 2.207.937.
Lorenzo Pazolini (Republicanos), apoiado pelo PL, foi eleito governador com 52,17% dos votos. Seu adversário, Ricardo Ferraço (MDB), usava o número 15; o de Pazolini era o 10.
Por que os eleitores erraram o número?
A confusão mistura a disputa nacional com a estadual. Segundo A Gazeta, uma hipótese é que o eleitor quisesse votar no PT para presidente, mas rejeitasse os dois candidatos ao governo e repetisse o número por hábito.
Outra hipótese do veículo é que parte do eleitorado simplesmente confundiu os dois cargos na mesma urna, sem perceber que os números de presidente e governador são diferentes.
Há ainda a leitura de que, ao digitar 22 para governador, o eleitor pode ter pensado se tratar do número de urna de Pazolini, aliado de Flávio Bolsonaro — e não do próprio padrinho político na disputa presidencial.
Publicidade
O fenômeno já aparecia no 1º turno, quando 45.222 eleitores anularam o voto digitando 22 para governador, 35,7% dos nulos daquela etapa.
No 2º turno, a confusão cresceu e passou a atingir também o número do PT, depois de uma disputa marcada como apertada pelos dois candidatos em debate na reta final da campanha.
O que acontece agora
Os votos nulos e em branco não afetam o resultado da eleição majoritária, decidida só pelos votos válidos. Pazolini assume o governo do Espírito Santo com o mandato já definido pelo TRE-ES.































