A Syngenta protocolou nesta terça-feira (15) um pedido confidencial de listagem em Hong Kong, buscando levantar cerca de US$ 5 bilhões com a oferta de ações. A gigante suíça de defensivos agrícolas e sementes é controlada pela estatal chinesa Sinochem.

A empresa mira a estreia na bolsa em 2027, ainda sujeita a aprovações regulatórias. Valor e cronograma exatos da oferta ainda podem mudar até lá.

Hong Kong vive um ano forte para aberturas de capital. A praça já somou US$ 47 bilhões em IPOs em 2026, mais que o dobro do mesmo período de 2025, e um IPO da Syngenta entraria entre as maiores listagens da bolsa.

Não é a primeira tentativa da empresa. A Syngenta já havia recebido aprovação da bolsa de Xangai para uma oferta avaliada em US$ 9,1 bilhões, mas o processo foi interrompido, levando a companhia a mirar agora Hong Kong.

O capital levantado tem efeito indireto sobre o agro brasileiro, já que o Brasil é um dos maiores mercados da companhia fora da sede na Suíça.

Qual o peso da Syngenta no Brasil?

A Syngenta lidera o mercado de defensivos agrícolas no Brasil e no mundo. Globalmente, a divisão de proteção de cultivos faturou US$ 28,4 bilhões em 2025.

No primeiro semestre de 2026, o faturamento da empresa no Brasil com defensivos cresceu 7% sobre o mesmo período do ano passado. O mercado brasileiro de agroquímicos como um todo fechou 2025 em US$ 16,1 bilhões, alta de 4,8% sobre 2024.

No segmento de sementes a fatia da Syngenta no país é menor, cerca de 3% até março deste ano, e a empresa tenta crescer diante de concorrentes como a GDM.

O que acontece agora

O pedido segue em análise pela bolsa de Hong Kong. A Syngenta ainda precisa formalizar o número de ações ofertadas e o preço, etapas que costumam vir nos meses que antecedem a estreia.