A Klabin registrou lucro líquido consolidado de R$ 393 milhões no terceiro trimestre de 2026, queda de 18% em relação ao mesmo período de 2025. A receita líquida da fabricante de papel e celulose cresceu 3%, para R$ 5,5 bilhões, com volume de vendas estável.
O lucro atribuído aos acionistas controladores foi de R$ 241 milhões, queda de 31% no mesmo comparativo, segundo o Valor Econômico. A empresa atribui o resultado mais fraco ao real valorizado, a fretes caros com os conflitos geopolíticos e a medidas contra o El Niño.
O custo caixa por tonelada subiu 12%, para R$ 3.483. Do total, R$ 111 por tonelada foram atribuídos às ações contra o El Niño e R$ 66 à pressão de insumos e fretes, medidas iniciadas no 2º trimestre.
O Ebitda ajustado somou R$ 1,86 bilhão no trimestre, levemente acima da previsão de R$ 1,85 bilhão do mercado, segundo o InfoMoney. A margem ajustada ficou em 33%, seis pontos percentuais menor que um ano antes, diz o Valor Econômico.
A valorização do real deixou a receita em dólar menos vantajosa, mesmo com a Klabin vendendo mais e a preços melhores em moeda estrangeira.
Por que o lucro caiu tanto no ano
No acumulado dos nove primeiros meses de 2026, o lucro somou R$ 283 milhões, recuo de 81% frente aos R$ 1,51 bilhão do mesmo período de 2025.
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"O trimestre também foi pressionado por maiores despesas portuárias diante do aumento de volume exportado", disse a Klabin, em comunicado que acompanha o balanço.
O retorno sobre capital investido (ROIC) da empresa foi de 7,8% no trimestre, 3,6 pontos percentuais menor que um ano antes. A produção total de celulose e papéis somou 1,12 milhão de toneladas, leve recuo ante o mesmo período de 2025.
O controlador histórico da empresa, Daniel Klabin, que se tornou o bilionário mais velho do Brasil aos 97 anos, viu o resultado da companhia que leva o nome da família cair neste trimestre.
O cenário é parecido no setor: concorrentes como a Smurfit Westrock investem R$ 1 bilhão para expandir no papel e celulose no Brasil, mesmo com a pressão de custos.
As exportações de celulose brasileira já vinham caindo antes deste balanço, mesmo com o setor mantendo competitividade internacional.































