A Holanda anunciou nesta semana um aporte de até US$ 500 milhões ao Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), mecanismo internacional de financiamento climático criado pelo Brasil. O dinheiro será pago ao longo de dez anos, segundo a Agência Brasil.

O anúncio foi feito pelo ministro holandês do Comércio Exterior e Cooperação para o Desenvolvimento, Sjoerd Sjoerdsma, em 26 de outubro. O TFFF foi lançado pelo Brasil na COP30, em Belém, em 2025.
O Brasil chega ao fundo em meio a queda de 57% no desmatamento no Amazonas em 2026, segundo o Inpe, dado que reforça o papel do país como maior beneficiário potencial do mecanismo.
Como funciona o fundo criado pelo Brasil
O TFFF funciona como um fundo de dotação: paga, todo ano, os países tropicais elegíveis de acordo com a extensão de floresta que mantiverem em pé, com verificação por satélite. O valor de referência é de US$ 4 por hectare preservado ao ano.
Além da Holanda, já contribuem ou anunciaram intenção de aportar ao fundo Brasil, Noruega, Luxemburgo, Indonésia, Alemanha, França, Portugal e Reino Unido. O Reino Unido já havia se comprometido, em setembro, com 400 milhões de libras (US$ 541 milhões), na forma de empréstimo.
Um fundo que paga para manter a floresta de pé inverte a lógica de boa parte do financiamento ambiental, historicamente voltado a reparar o estrago depois que ele acontece.
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A meta total do TFFF é arrecadar US$ 125 bilhões, sendo US$ 100 bilhões do setor privado e US$ 25 bilhões de governos e instituições públicas. O fundo pretende proteger mais de 1 bilhão de hectares de florestas em mais de 70 países tropicais.
A meta do fundo para o primeiro ano de existência é US$ 10 bilhões em recursos públicos. Antes mesmo do aporte holandês, o TFFF já havia garantido quase três quartos dessa meta, segundo o InfoMoney.
O TFFF é diferente do Fundo Amazônia, mecanismo mais antigo que financia projetos específicos de combate ao desmatamento. O novo fundo paga por resultado: floresta de pé, ano após ano, em qualquer país tropical elegível.
O que acontece agora
Os próximos repasses aos países elegíveis dependem de quanto o fundo arrecadar com governos e investidores privados nos próximos meses. O aumento recente dos incêndios na Amazônia reforça a pressão por resultado rápido.
O Brasil, que lançou e sedia a iniciativa, deve seguir buscando novos países doadores até fechar a meta de US$ 25 bilhões em recursos públicos.































