Partidos que apoiaram Flávio Bolsonaro (PL) no 2º turno, como a federação União Brasil-PP e o Republicanos, iniciaram negociações por espaço no quarto governo de Lula (PT). A União Brasil reconheceu oficialmente a vitória petista na quarta-feira (28 de outubro).

No Republicanos, articulado pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, durante a campanha, um nome cotado para a Secretaria de Relações Institucionais é o deputado Silvio Costa Filho, ex-ministro de Portos e Aeroportos.

O atual titular da pasta, José Guimarães (PT), deve deixar o cargo para integrar o governo do Ceará.

O PSD, que manteve neutralidade no 2º turno, também topou negociar. Em declaração de 27 de outubro, o presidente do partido, Gilberto Kassab, condicionou a entrada ao peso político da legenda.

Vamos permitir que nossos companheiros integrem o governo, mas sem submissão.

Kassab já havia liberado o PSD para integrar o governo Lula horas depois da apuração confirmar a reeleição petista.

No lado do PT, o próprio José Guimarães defende uma base aliada menor, mas mais coesa, com fidelidade ao governo nas votações do Congresso. A fala dialoga com a estratégia que Lula vem adotando.

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O petista já sinalizou que vai condicionar ministérios a votos do Centrão no Congresso, em vez de distribuir cargos sem contrapartida de apoio parlamentar.

No Senado, o presidente Hugo Motta (Republicanos) apoiou Lula desde o 1º turno, posição que o distingue de boa parte de sua legenda. Já o presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, reconheceu a vitória petista no fim da apuração de domingo (25 de outubro).

O que acontece agora

As conversas entre Planalto e partidos do Centrão devem se intensificar até a posse do novo mandato, em 1º de janeiro de 2027, quando Lula precisa fechar a base que vai sustentar o governo no Congresso.