O presidente Luiz Inácio Lula da Silva começou a articular a reforma ministerial do quarto mandato na primeira semana após vencer o segundo turno, em 25 de outubro. As primeiras definições sobre os cargos são esperadas para a segunda quinzena de novembro.

Entre os nomes cotados está Camilo Santana para a Casa Civil, enquanto Fernando Haddad é citado tanto para a Casa Civil quanto para permanecer na Fazenda.

Quem está no páreo

O governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles, aparece como possibilidade para a Fazenda, e Guilherme Boulos é cotado para o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social. Renan Filho, Simone Tebet, Marina Silva e Gleisi Hoffmann também são citados, sem cargo definido.

A reforma não é só sobre nomes nos ministérios: é o instrumento que Lula tem para acomodar quem venceu a campanha, compensar aliados que perderam a eleição e abrir espaço ao Centrão antes de enfrentar um Congresso mais conservador em 2027.

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Nessa linha, União Brasil e PP já pediram três ministérios a Lula, e o coordenador Edinho Silva negocia com o Centrão a governabilidade do mandato.

André Janones, deputado federal por Minas Gerais que ganhou projeção na campanha coordenando a mobilização nas redes sociais, deve cuidar da comunicação do governo.

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O que acontece agora

Antes de fechar o ministério, Lula se reuniu em 26 de outubro com Hugo Motta (Câmara) e Davi Alcolumbre (Senado), oferecendo apoio do governo às reeleições dos dois à frente das Mesas. O apoio a Motta já passava de 273 deputados antes mesmo do encontro.

O presidente viaja à Turquia para a COP31 em 11 e 12 de novembro, e só depois disso deve avançar com a definição dos nomes. As articulações, segundo aliados ouvidos pela imprensa, ainda estão em fase inicial.