O presidente do PSD, Gilberto Kassab, afirmou que o discurso de ataque às urnas eletrônicas perdeu força e prejudica o campo político bolsonarista. A declaração foi dada em entrevista publicada no domingo (1º de novembro), dias depois da reeleição de Lula.

Segundo Kassab, a "autoconfiança" demonstrada por Flávio Bolsonaro (PL-RJ) durante a campanha teria afastado parte do eleitorado, o que contribuiu para a derrota no 2º turno.

Ele lembrou que Flávio chamou o resultado da eleição de "fraude eleitoral" sem apresentar provas, repetindo o discurso do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, em 2022.

"A campanha transcorreu normalmente, não teve nada de errado, não tem nenhum motivo para questionar", disse Kassab.

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A crítica ao próprio campo

Kassab também criticou o PL por não contestar as vitórias que o próprio partido teve no Congresso, enquanto insiste em levantar suspeitas sobre o resultado da disputa presidencial.

Para ele, questionar as urnas "desgasta o bolsonarismo, desgasta o PL", e "não aceitar o resultado não é normal".

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A fala chega dias depois de Kassab dizer que o PSD está liberado para integrar o governo Lula, após neutralidade no 2º turno. Ele também defendeu que Lula monte uma equipe econômica com nomes de peso, comparável à dupla Palocci-Meirelles do primeiro mandato petista.

Antes do 2º turno, Kassab já tinha analisado o voto útil de eleitores de Caiado migrando para Flávio. O recado de agora soa diferente do que viria de um adversário direto, porque o PSD integrou a base bolsonarista.

O que acontece agora

Lula venceu o 2º turno, disputado em 25 de outubro, com 51,79% dos votos válidos contra 48,21% de Flávio. O PL ainda não respondeu publicamente às críticas de Kassab.