O deputado federal André Janones (Rede-MG) afirma que o canal 'Exército do Lula', criado para mobilizar eleitores no WhatsApp durante a campanha, vai continuar ativo após a posse para ajudar o presidente a enfrentar a minoria que o PT terá no Congresso.
O canal cresceu rápido. Criado em 15 de abril, saltou de 50 mil para 1 milhão de participantes em dois dias, em 7 de outubro, e passou de 10 milhões de seguidores em 23 e 24 de outubro.
Em 26 de outubro, o canal somava 10.888.129 seguidores, segundo o contador público do próprio canal. É o segundo maior canal político do WhatsApp do país.
O grande objetivo desse 'Exército', pós-eleição, é compensar a minoria que o presidente Lula vai ter na Câmara e no Senado, porque a extrema direita está com uma maioria esmagadora. O 'Exército do Lula' tem como missão, a partir de agora, dar governabilidade ao presidente.
No discurso de vitória de domingo (25 de outubro), Lula chamou Janones de general e disse que ele teve papel exponencial na campanha para levantar a moral da militância, de manhã, de tarde e de noite.
Publicidade
Em 11 de outubro, com 4 milhões de participantes, o TSE suspendeu o canal por decisão do ministro Kássio Nunes Marques, a pedido da campanha de Flávio Bolsonaro, que alegava disseminação de fake news. A ouvidoria revisou o caso e restabeleceu o canal.
A campanha de Flávio Bolsonaro criou um canal rival, o 'Tropa do Flávio'. Em 20 de outubro, ele somava 2 milhões de participantes, contra 5,5 milhões do Exército do Lula na mesma data.
"Uma semana atrás, a essa hora, eu estava gritando igual um louco, implorando pra vocês acreditarem que Lula estava eleito e de lavada, e vocês duvidando", escreveu Janones, em post no X no sábado (31 de outubro).
O que acontece agora
Janones diz que o canal vai ajudar a dar governabilidade ao governo que toma posse em janeiro de 2027, compensando a minoria da base de Lula no Congresso. Lula também prometeu manter contato direto com a população pelo celular, várias vezes por dia.
Publicidade
Um canal de WhatsApp virar ferramenta permanente de governo, e não só de campanha, não tem precedente na política brasileira.
O avanço da mobilização digital reacende outro debate que já tramita no Judiciário: a regulação das redes sociais por decreto, hoje sob análise do STF. Janones defende que esse marco avance no novo mandato.
A mobilização também custou saúde a Janones: ele foi internado na UTI após o debate entre Lula e Flávio Bolsonaro, em outubro.































