Lula e Flávio Bolsonaro terminaram empatados em Marquinho, no Paraná, no 2º turno de domingo (25 de outubro). Os dois tiveram 1.530 votos cada, 50% dos votos válidos, o único empate presidencial entre os 5.570 municípios do país, segundo o TSE.

Ao todo, 196 municípios brasileiros tiveram diferença menor que 100 votos entre os dois candidatos. Veja as cidades em que a disputa chegou mais perto do fio da navalha.

Cidades decididas por margem mínima no 2º turno (dados do TSE, 25 de outubro de 2026)
CidadeResultadoVencedor
Marquinho (PR)1.530 a 1.530Empate
Anhanguera (GO)523 a 522Flávio Bolsonaro
Apiacá (ES)2.366 a 2.365Lula
São João do Pau d'Alho (SP)769 a 768Lula
Altamira do Paraná (PR)1.334 a 1.333Lula
Uirapuru (GO)diferença de 18 votosFlávio Bolsonaro

Uirapuru é o único município em que Flávio reverteu o resultado do 1º turno a seu favor. Lula fez o caminho inverso em 211 cidades do país.

No total, Lula venceu em 2.875 municípios do país, contra 2.695 de Flávio Bolsonaro, além do empate em Marquinho. A diferença entre os dois candidatos se moveu a favor de Lula em 96,7% das cidades brasileiras entre os dois turnos.

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Nesses municípios, o resultado da eleição para presidente dependeu de uma fração do eleitorado do tamanho de uma rua.

A virada também chegou a Minas

O padrão se repete em Minas Gerais. Na região do Vales do Rio Doce e Mucuri, Lula virou o resultado em 10 cidades onde Flávio havia liderado no 1º turno, com diferenças de 25 a 550 votos, segundo o TSE.

Em Governador Valadares, no Leste de Minas, Lula recebeu 58.440 votos no 2º turno, 9,7 mil a mais que os 48.763 do 1º turno, alta de 19,8% no total de votos.

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Margens tão apertadas também multiplicam o espaço para contestação: o TSE recebeu um recorde de 2.265 processos no 2º turno de 2026.

O que as margens apertadas revelam

Com 196 municípios decididos por menos de 100 votos e um empate técnico em Marquinho, o 2º turno teve bolsões de disputa muito mais acirrada que o resultado nacional, de 51,8% a 48,2% para Lula.

Fica a pergunta se o padrão vai se repetir nas eleições municipais de 2028, quando o país volta a eleger prefeitos e vereadores.