Com parte da frota de ônibus parada em Salvador no domingo (25 de outubro), dia do 2º turno das eleições presidenciais, voluntários saíram de carro próprio para buscar eleitores sem transporte pela cidade. Motoristas de aplicativo também ofereceram corridas gratuitas pela capital baiana.
Um canal de voluntários no WhatsApp também cresceu para mais de 10 milhões de inscritos no fim de semana da votação.
O professor de história Martins Mafra colocou o filho Benjamin, de 8 anos, no carro e saiu em busca de eleitores presos sem transporte, sem perguntar em quem a pessoa ia votar.
Uma coisa é ficar em casa reclamando da prefeitura ou postando vídeos na internet; outra coisa é se levantar, passar pela porta e realmente fazer algo.
A frase é de Mafra. Ele disse à reportagem internacional que viu na mobilização uma lição para o próprio filho: "Sou pai e trabalho com educação, então esta foi uma oportunidade para ensinar e mostrar que a gente pode fazer a diferença."
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Outro voluntário, Gabriel Mercury, estima ter transportado cerca de 600 eleitores ao longo do dia. "Política não é apenas política institucional", disse ele. "A gente faz política por meio de nossas ações."
Motoristas de aplicativo também entraram na mobilização. O motorista de Uber Adriano de Jesus Braga dos Santos fez 36 corridas gratuitas num único domingo, parte de um movimento que ofereceu, aos milhares, caronas grátis de até R$ 50 pela cidade.
Por que faltou ônibus em Salvador
A Procon-BA encontrou 944 ônibus parados nas garagens de Salvador no dia da votação. O TRE-BA chegou a determinar a prisão do secretário de Mobilidade da cidade por causa da redução da frota.
Esse episódio, incluindo a disputa sobre adesivos de campanha nos veículos, já foi detalhado em outra reportagem da TV Sim Brasil.
Um analista do TRE-BA estimou que ao menos 30% da frota não circulou na capital baiana. Mesmo assim, a Bahia registrou quase 400 mil votos a mais no 2º turno do que no 1º.
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O estado fez parte de um resultado em que Lula virou o resultado em 211 cidades que haviam ficado com Flávio no 1º turno.
Como o Exército de Lula cresceu entre os turnos
O deputado federal André Janones (Rede-MG) ampliou, entre os dois turnos, um canal de WhatsApp batizado de "Exército de Lula". A base de inscritos saltou de cerca de 50 mil antes do 1º turno para mais de 10 milhões no 2º.
Uma live de Janones ao lado de Lula já tinha dominado o X dias antes, sinal do alcance que o canal viria a ter no fim de semana da votação.































