A Polícia Civil de São Paulo prendeu dois homens, de 29 e 32 anos, suspeitos do golpe do falso leilão, na quarta-feira (4 de novembro). Uma vítima de Barretos perdeu cerca de R$ 6 mil tentando comprar uma moto anunciada numa rede social.

Segundo a Polícia Civil, a organização usava perfis falsos em aplicativos de mensagens, documentos de terceiros e técnicas de engenharia social para dar credibilidade aos anúncios.

A vítima encontrou o anúncio da moto no Facebook e, durante a negociação, recebeu documentos pessoais e a foto de um homem que se apresentou como advogado da suposta empresa de leilões.

Convencida de que o negócio era real, ela fez transferências sucessivas por Pix que somaram cerca de R$ 6 mil, valor encaminhado para contas de laranjas.

A Central de Polícia Judiciária de Barretos, com apoio da Divisão de Capturas, cumpriu quatro mandados de prisão temporária e cinco de busca e apreensão na quarta-feira (4 de novembro). As cinco buscas foram cumpridas, mas dois dos quatro investigados continuam foragidos.

Segundo a Polícia Civil, há indícios de dezenas de vítimas em diferentes regiões do país. O mesmo padrão apareceu em outubro, quando a Polícia Civil de Belo Horizonte prendeu 9 suspeitos por um golpe de R$ 30 mil contra idosos.

O golpe se apoia em elementos que dão aparência de legitimidade, como documentos de terceiros e a identidade emprestada de um suposto advogado, o que torna mais difícil para a vítima desconfiar antes de pagar.

Publicidade

O crime de estelionato eletrônico precisa ser combatido com inteligência. Temos analisado provas digitais e aprofundado as investigações contra esses suspeitos que usam a internet para aplicar golpes, atingindo, principalmente, idosos.

A avaliação é do delegado Gustavo Coelho, que coordenou a operação. Casos semelhantes já foram registrados em outras partes do país, como o de um aposentado que perdeu R$ 25 mil em golpe de estelionato digital no Piauí.

O que fazer se você caiu nesse golpe

Quem perceber um golpe do falso leilão deve registrar boletim de ocorrência e contestar a transferência via Pix o quanto antes. Desde 1º de setembro, o prazo para contestar uma transação suspeita no Pix subiu de 30 para 80 dias úteis.

O que acontece agora

A Polícia Civil continua analisando os aparelhos apreendidos para identificar novos casos, outros suspeitos e vítimas ainda não localizadas. Os dois investigados foragidos seguem procurados.