Lula ampliou sua vantagem sobre Flávio Bolsonaro em 1.771 das 1.794 cidades do Nordeste entre o 1º e o 2º turno das eleições presidenciais, segundo levantamento da Folha de S.Paulo no sábado (31 de outubro). Isso equivale a 98,7% dos municípios da região.
Em 585 das 1.794 cidades nordestinas, a votação de Flávio caiu entre os dois turnos, 1 em cada 3 municípios da região. Em um recorte mais amplo, ele perdeu participação em 1.197 municípios, dois terços do total, incluindo capitais como Salvador, Natal e Aracaju.
Em Rafael Godeiro, cidade de 2.900 habitantes no sertão potiguar, a prefeita Ludmila Amorim (MDB) ilustra a mudança. Ela votou em Flávio no 1º turno, mas no 2º passou a apoiar o petista Cadu de Lula para governador do Rio Grande do Norte.
Entre os dois turnos, a vantagem de Lula sobre Flávio cresceu 20 pontos percentuais na cidade. O candidato do PL perdeu 280 votos, caindo de 1.268 no 1º turno para 988 no 2º.
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O Rio Grande do Norte foi o único estado do Nordeste com 2º turno para governador, sem refletir a polarização nacional. Allyson Bezerra venceu o 1º turno por margem estreita, mas o petista venceu o 2º turno em 25 de outubro.
Por que a vantagem de Lula cresceu no Nordeste
Segundo Luciana Santana, professora da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), o avanço de Lula resulta da identificação histórica da região com o petista, da mobilização para o comparecimento às urnas e da maior capacidade dele de conquistar novos eleitores.
A campanha digital, o contato presencial e a atuação de lideranças locais podem ter contribuído para isso.
diz a cientista política.
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A queda de mobilização bolsonarista após o 1º turno ajuda a explicar a magnitude da vantagem de Lula na região.
O resultado também indica menor mobilização da direita após o 1º turno, quando foram eleitos deputados, senadores e governadores em oito estados da região. Esse enfraquecimento ajuda a explicar por que o Sudeste, e não o Nordeste, foi decisivo para a reeleição de Lula.
Piseiros e carreatas que marcaram a campanha do PL ficaram mais restritos às grandes cidades na etapa final da disputa, segundo a Folha.































