A reeleição de Lula no 2º turno, em 25 de outubro, mudou a disputa pelo comando do Congresso em 2027. O PL elegeu a maior bancada de sua história, mas precisa negociar com o governo e o centro para comandar a Câmara e o Senado.

No 2º turno, Lula recebeu 64.256.232 votos, 51,79% dos votos válidos, contra 59.826.041 votos, 48,21%, de Flávio Bolsonaro, segundo o Jornal Grande Bahia.

O PL conquistou 121 deputados na eleição de outubro, segundo a CNN Brasil e o Jornal Grande Bahia. A marca supera os 99 deputados eleitos pelo partido em 2022.

No Senado, a legenda elegeu 29 senadores, segundo o Jornal Grande Bahia. O total é mais do que o dobro dos 14 que o partido tinha na legislatura que tomou posse em 2023, segundo a Gazeta do Povo.

A Câmara tem 513 cadeiras, e a eleição da presidência da Casa exige 257 votos, maioria absoluta. No Senado, de 81 cadeiras, são necessários 41 votos. Nenhum partido chega a esses números isolado, nem o PL.

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Um bloco de centro formado por União Brasil, PP, PSD, Republicanos, MDB, PSDB-Cidadania e Podemos foi anunciado em 14 de outubro, segundo o Jornal Grande Bahia, com 240 deputados. Sem o apoio desse bloco, nem o PL nem o governo fecham maioria na Câmara.

Hugo Motta, eleito presidente da Câmara em 1º de fevereiro de 2025 com 444 votos, tenta a reeleição para o próximo biênio. Ele tem o apoio do bloco de centro e do governo.

A Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB, PV), com 88 deputados, fechou posição por Motta em 27 de outubro. Somado ao bloco de centro, o apoio a Motta soma 328 deputados, acima dos 257 necessários.

O avanço do PL já era apontado como ameaça à reeleição de Motta e de Davi Alcolumbre antes do resultado do 2º turno.

No Senado, Alcolumbre foi eleito em 1º de fevereiro de 2025 com 73 dos 81 votos e também disputa a permanência no cargo. União Brasil e PP anunciaram apoio a ele em 27 de outubro.

O PL avalia apoiar a reeleição de Motta na Câmara, apesar de ter a maior bancada. Chegou a considerar lançar candidato próprio, com os nomes de Sóstenes Cavalcante e Altineu Côrtes, mas a ideia perdeu força, segundo o Correio da Manhã.

Prevaleceu o argumento de que ter a maior bancada individual não garante, por si só, prioridade na escolha das presidências das comissões.

Uma ala mais radical do partido resiste à aproximação com Motta e questiona a relação dele com Lula, segundo o Correio da Manhã.

No Senado, o PL vai indicar o senador Rogério Marinho, do Rio Grande do Norte, à presidência da Casa, com apoio já anunciado por Flávio Bolsonaro. Tereza Cristina, do Mato Grosso do Sul, também foi cotada, segundo o Jornal Grande Bahia.

Segundo o Correio da Manhã, Marinho criticou o que chamou de "poder desmedido" de Alcolumbre e disse estar disposto a avançar com pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

O PL também elegeu o deputado mais votado em 11 dos 27 estados, segundo reportagem da TV Sim Brasil, resultado que ajuda a explicar o tamanho da nova bancada.

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Depois do 2º turno, Lula se reuniu com Motta e Alcolumbre em 26 de outubro, segundo o Jornal Grande Bahia, para tratar da articulação no Congresso.

Na semana seguinte, o presidente reeleito tirou dias de descanso e já articulava o governo com o Congresso, segundo a TV Sim Brasil.

O que acontece agora

O novo Congresso toma posse na segunda-feira (1º de fevereiro de 2027), quando Câmara e Senado elegem as Mesas Diretoras. Até lá, PL, governo e bloco de centro devem seguir negociando apoio e distribuição de comissões.

Quantas cadeiras cada bloco vai controlar na eleição das Mesas ainda depende da filiação final de alguns eleitos e dos acordos que faltam fechar até a posse.