A psoríase, doença inflamatória crônica que afeta cerca de 1,3% dos brasileiros, vai além da pele. Segundo o dermatologista Ricardo Romiti, do Hospital das Clínicas da USP (HC-FMUSP), ela está associada a maior risco de obesidade, hipertensão, diabetes e doenças cardiovasculares.
O efeito é mais forte nos casos moderados a graves.
Crônica e não contagiosa, a psoríase altera o funcionamento do sistema imunológico. Na pele, isso acelera a renovação das células e provoca manchas avermelhadas e descamação.
Cuidar da psoríase vai muito além de tratar as lesões visíveis, segundo Romiti. O dermatologista resume o alerta a seguir.
A psoríase não é apenas uma doença da pele. A inflamação persistente pode repercutir em outros órgãos e sistemas, aumentando o risco de doenças metabólicas e cardiovasculares, especialmente nos pacientes com quadros moderados a graves.
A artrite psoriásica, que atinge as articulações, afeta cerca de um terço dos pacientes com psoríase.
Como a doença também afeta a saúde mental?
A saúde mental também sofre impacto direto da psoríase. As lesões visíveis, a descamação e o preconceito podem afetar a autoestima e as relações sociais, favorecendo isolamento, ansiedade e depressão.
Muitos pacientes relatam discriminação, porque outras pessoas acreditam, de forma equivocada, que a doença é contagiosa.
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O efeito psicológico de doenças de pele crônicas aparece em mais de uma pesquisa recente. Um estudo publicado em outubro mostrou que a dermatite atópica dobra o risco de depressão em quem convive com a doença.
O acesso a tratamento também avançou no SUS. Em agosto, o Ministério da Saúde ampliou a lista de remédios de alto custo cobertos pelo sistema público para quem tem psoríase.
Isso facilita o acesso ao tratamento contínuo que a doença exige.































