O deputado federal eleito Gilson Machado (Podemos-PE), ex-ministro do Turismo no governo de Jair Bolsonaro, criticou no sábado (31 de outubro) políticos que tentam assumir o protagonismo da direita brasileira após a fuga do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para os Estados Unidos.

"Depois que acabou a eleição e o Flávio foi para os Estados Unidos, pelo Brasil a gente tem muitas pessoas querendo chamar para si a direita, né, gente? Direita sem Bolsonaro é oportunismo. Direita sem Bolsonaro é filosofia", declarou Machado, em vídeo publicado no Instagram.

O deputado não mencionou nomes, mas disse que o público sabia "de quem" ele estava falando. Também afirmou que "não existe direita sem Jair Messias Bolsonaro".

Flávio deixou o Brasil na terça-feira (27 de outubro), com a mulher e as duas filhas, rumo aos Estados Unidos, derrotado na eleição presidencial. A fuga abriu espaço para outras figuras da direita buscarem mais protagonismo político.

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Quem disputa o espaço na direita

Entre os nomes mais citados estão o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), a senadora eleita Michelle Bolsonaro (PL-DF) e o senador Rogério Marinho (PL-RN), que recebeu o apoio de Flávio para presidir o Senado em 2027.

Aliados da família Bolsonaro e o Centrão veem Tarcísio como o nome mais bem posicionado para liderar a oposição a Lula, por controlar a estrutura do governo paulista e manter interlocução com o centro-direita.

Michelle Bolsonaro tem o respaldo do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, mas enfrenta resistência dos filhos de Jair Bolsonaro e de parte do bolsonarismo. A disputa pode influenciar quem o campo vai apoiar para a Presidência em 2030.

Tereza Cristina (PP-MS) também aparece como alternativa, pela capacidade de atrair votos de partidos de centro e pelas conexões no agronegócio. Nikolas Ferreira (PL-MG) soma à disputa a força da comunicação digital.

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O próprio PL busca um novo nome para a oposição diante do isolamento político de Flávio.

O que acontece agora

Tarcísio também busca o apoio do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), pré-candidato ao Planalto, para montar palanque forte no segundo maior colégio eleitoral do país.

A articulação deve se intensificar nos próximos meses, sem data definida para uma definição sobre quem lidera o campo de oposição a Lula.