O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) dividiu a primeira semana após a reeleição, no 2º turno de 25 de outubro, entre descanso e os primeiros passos da articulação do quarto mandato. Já se reuniu com os presidentes da Câmara e do Senado.
Na segunda-feira (26 de outubro), Lula telefonou para líderes internacionais que o parabenizaram pela reeleição. No mesmo dia, recebeu no Palácio da Alvorada o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
Na reunião, assegurou aos dois o apoio do governo às suas reeleições no comando das Casas do Congresso.
Parte da conversa mirou estratégias para lidar com um Congresso de maioria conservadora e garantir governabilidade ao longo do novo mandato. A sucessão nas mesas diretoras já preocupa o Planalto, diante do avanço do PL no Congresso.
O único compromisso público de Lula na semana foi na terça-feira (27 de outubro): a celebração de seu aniversário de 81 anos na residência oficial da Presidência.
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Na ocasião, cumprimentou apoiadores e criticou a fuga do senador Flávio Bolsonaro (PL) para os Estados Unidos, que havia deixado o país pela Argentina, com passaporte italiano, três dias antes.
Nos bastidores, começaram as primeiras discussões sobre a reformulação da Esplanada dos Ministérios. A expectativa, segundo aliados, é que as primeiras definições só aconteçam na segunda quinzena de novembro.
Na quinta-feira (29 de outubro), Lula se reuniu com o deputado federal André Janones (Rede-MG), considerado um dos responsáveis pela virada no 2º turno. Com ou sem cargo formal, Janones ficará à frente da reformulação da comunicação do governo federal.
O petista também quer reservar espaço na Esplanada a aliados que perderam suas próprias eleições e permaneceram no governo, sem disputar o pleito, a pedido dele mesmo.
O que acontece agora
Até o início da próxima semana, Lula deve manter o período de descanso, segundo aliados ouvidos pela imprensa. Depois, a expectativa é retomar as discussões sobre a montagem do novo governo.
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Também deve voltar a fazer viagens internacionais, suspensas durante a reta final da campanha.
A reforma ministerial empurrada para novembro reflete a cautela do Planalto: montar o novo governo rápido demais corre o risco de abrir rachas antes mesmo de ele começar.
A reeleição de Motta e Alcolumbre nas mesas diretoras é hoje a peça mais urgente da equação para o Planalto, antes mesmo da distribuição de ministérios.































