Os municípios brasileiros com mais evangélicos na população deram a vitória a Flávio Bolsonaro (PL) no 2º turno das eleições de 2026, mesmo com a reeleição de Lula (PT) no país, por 51,8% a 48,2%, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O cruzamento é de um levantamento do g1 com dados do Censo 2022, do IBGE, e da votação de domingo (25 de outubro), município a município. Quanto maior a fatia de evangélicos, maior o desempenho do senador, até ultrapassar Lula.

Os números mostram uma linha divisória: até 30% de evangélicos, Lula vence; depois disso, Flávio lidera. Nos 502 municípios com até 10% de evangélicos, Lula teve 68,5% dos votos válidos contra 31,5% de Flávio.

Na faixa de 30% a 40% de evangélicos, que reúne 973 municípios, a vantagem já é do senador, com 54,2% a 45,8%. Antes do 2º turno, Lula chegou a escrever uma carta aos evangélicos pedindo discernimento no voto, na tentativa de reduzir essa distância.

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Onde fica a maior força eleitoral de Flávio?

A maior força de Flávio está no Centro-Oeste: 42% dos municípios da região têm alta presença evangélica e alta votação no senador, segundo o g1. A mancha vai de Mato Grosso a Goiás e avança por Rondônia, Tocantins e o sul do Pará.

Por que a relação não é direta em todo o país?

A relação entre religião e voto varia pelo país porque a proporção de evangélicos não explica sozinha o resultado eleitoral. O g1 atribui a geografia do voto a múltiplos fatores que o eleitor leva em conta na hora de escolher, não só à fé.

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Na faixa intermediária, de 20% a 30% de evangélicos, o resultado já fica quase empatado: 51,3% para Lula contra 48,7% para Flávio. Pesquisas mostram que a maioria dos evangélicos se declara de direita, mas rejeita a politização do culto.

O que acontece agora

O resultado do 2º turno já foi confirmado pelo TSE. A diplomação de Lula e do vice Geraldo Alckmin está marcada para 12 de dezembro, data em que a Justiça Eleitoral oficializa o resultado das urnas.