O PL deve lançar o senador Rogério Marinho (PL-RN) como candidato à presidência do Senado em fevereiro de 2027, na quarta-feira (4 de novembro). A decisão ocorre mesmo com a tentativa de aproximação de Davi Alcolumbre (União-AP), atual presidente da Casa.
A sigla terá a maior bancada do Senado a partir de 2027.
Segundo o g1, Alcolumbre tem discutido com parlamentares de vários partidos a possibilidade de pautar um projeto de anistia aos condenados pela tentativa de golpe de 8 de janeiro. Entre os beneficiados estaria o ex-presidente Jair Bolsonaro.
O presidente do Senado já articula a soltura de Bolsonaro em troca de apoio para sua reeleição à Mesa.
Uma liderança do PL, sob reserva, disse ao g1 que a tese da anistia poderia beneficiar também o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no STF. Isso evitaria que o Senado apurasse a conduta dele.
Esse mesmo parlamentar defendeu, internamente, que talvez não valesse o desgaste de uma candidatura própria.
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Quem são os candidatos à Mesa
Davi Alcolumbre busca a reeleição com o apoio formal da Federação União-PP. O PL tenta reeditar a candidatura de Marinho, derrotado por Rodrigo Pacheco em 2023. Arthur Lira, ex-presidente da Câmara, chega ao Senado como novo eleito e já é citado como possível concorrente.
| Nome | Partido | Apoio declarado |
|---|---|---|
| Davi Alcolumbre (atual presidente) | União Brasil | Federação União-PP, 12 senadores |
| Rogério Marinho | PL | Bancada do próprio partido, 28 senadores |
| Arthur Lira | PP | Sem apoio formal; citado nos bastidores |
Para vencer, é preciso maioria absoluta: 41 dos 81 votos do Senado a partir de 2027. Marinho precisa de pelo menos 13 votos além da própria bancada do PL.
A Federação Progressista, formada por União Brasil e PP, anunciou o apoio a Alcolumbre em 27 de outubro. O comunicado foi assinado pelos presidentes nacionais dos dois partidos, Antonio Rueda e Ciro Nogueira.
O texto diz que "a continuidade de sua liderança contribui para a estabilidade institucional e o equilíbrio político que o Brasil precisa para continuar avançando em temas de interesse da população".
A articulação de Alcolumbre pela reeleição inclui conversas com senadores de todos os partidos, até da própria oposição. O PL rejeitou essa aproximação de forma majoritária.
É a segunda vez que o PL tenta emplacar Marinho no comando do Senado. Em 2023, ele concorreu como candidato do partido e perdeu para Rodrigo Pacheco. O PL hoje tem a maior bancada do Congresso eleita desde a redemocratização.
Isso não garante o resultado.
O que acontece agora
O PL formaliza a candidatura de Marinho na quarta-feira (4 de novembro), em reunião com senadores eleitos e atuais da bancada. A eleição da Mesa ocorre em 1º de fevereiro de 2027. Os 81 senadores decidem por maioria absoluta.































