Uma fotografia autografada por Abraham Lincoln, o 16º presidente dos Estados Unidos, foi vendida por U$ 149 mil (R$ 800 mil) em leilão da casa RR Auction. O retrato ficou guardado por quase um século numa escrivaninha antiga até ser redescoberto.
O retrato foi impresso no século 19 pelo estúdio Brady's National Photographic Portrait Galleries, em Nova York e Washington. A imagem mostra Lincoln de perfil, virado para a direita.
Ficou conhecida como "Penny Profile", porque serviu de referência para o desenho da moeda de um centavo com o rosto do presidente, criada pelo artista Victor David Brenner.
Segundo a RR Auction, a foto foi feita durante a mesma sessão em que o fotógrafo Anthony Berger registrou o retrato que depois seria adaptado para a nota de cinco dólares.
Uma doação para ajudar famílias de soldados
De acordo com relatos da época citados pela casa leiloeira, este retrato foi uma de seis fotos autografadas que Lincoln doou para beneficiar a Sociedade de Auxílio aos Soldados de Westford, em Massachusetts.
Incapaz de repassar fundos federais diretamente, Lincoln forneceu as fotos assinadas para serem vendidas num evento beneficente da sociedade, em dezembro de 1864, em apoio a famílias de soldados da União da região.
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Como a foto foi redescoberta
Segundo a RR Auction, acredita-se que a fotografia tenha sido comprada pelo líder cívico de Westford Charles G. Sargent e passado depois ao filho dele, Allan C. Sargent, preservacionista histórico e integrante de entidades patrióticas da região.
O retrato ficou guardado discretamente pela família por cerca de um século. A casa leiloeira afirma que sua importância só foi percebida quando um recorte de jornal antigo caiu de trás da moldura, revelando a origem da peça.
O valor acompanha uma tendência do mercado de itens raros. Recentemente, uma camisa usada por Michael Jordan no "Last Dance" foi vendida por US$ 12,26 milhões, e um Honda NSX que pertenceu a Ayrton Senna rendeu R$ 6,3 milhões em leilão.
Outros exemplos recentes incluem uma carta de Pokémon avaliada em R$ 86,5 milhões e o leilão de Brigitte Bardot, que rendeu quase € 1 milhão em Paris.
Casos de objetos valiosos encontrados por acaso também repercutem: um homem comprou uma estátua por R$ 2 mil em um ferro-velho e descobriu que ela valia R$ 60 mil. Leilões ligados a presidentes americanos atraem colecionadores dispostos a pagar muito por autógrafos e fotografias.































