O paraense Hendrick Lima Gonçalves, de 22 anos, morreu durante uma missão na guerra da Ucrânia na madrugada de sábado (31 de outubro), onde atuava como instrutor de tiro desde maio. A família, de Tucuruí (PA), foi avisada no mesmo dia.
Hendrick tinha planejado voltar ao Brasil ainda em novembro, segundo a família. Apesar da função de instrutor, ele também precisava cumprir missões em campo, e foi em uma delas que morreu.
A guerra entre Rússia e Ucrânia já passou dos dois anos e meio. O inverno costuma intensificar os ataques à infraestrutura do país.
Até agora só sabemos que ele foi morto em uma missão e estamos tentando viabilizar o traslado do corpo para o Brasil.
afirma a administradora Josiane Alves Lima, mãe de Hendrick.
O Ministério das Relações Exteriores, pela Embaixada do Brasil em Kiev, informou que está à disposição para prestar assistência consular à família quando for solicitada. Segundo o Itamaraty, a guerra entre Rússia e Ucrânia já matou 35 brasileiros e deixou 117 desaparecidos em combate.
Natural de Tucuruí, Hendrick serviu o Exército brasileiro no Pará em 2023, no 23º Esquadrão de Cavalaria de Selva, antes de ser contratado pelas forças armadas ucranianas. A viagem para a Europa foi mantida em sigilo.
Ele pediu demissão do emprego no Rio Grande do Sul, voltou a Tucuruí para resolver a documentação e só contou à família ao embarcar, pedindo perdão por telefone. Não é caso isolado: em outubro, um acreano de 24 anos morreu na guerra.
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"Ele tinha uma paixão. Sempre quis voltar para o Exército. Não foi por dinheiro", diz a mãe, que lembra a rotina de contato diário com o filho até o início da semana passada, quando a família notou o silêncio incomum.
Brasileiros alistados nas fileiras da Ucrânia já foram alvo de ataques diretos no front. Um bombardeio atingiu um prédio onde viviam voluntários do país, em outubro.
Quantos brasileiros já morreram na guerra?
O Itamaraty soma 35 brasileiros mortos e 117 desaparecidos na guerra entre Rússia e Ucrânia até o momento. Em julho, o órgão registrava 23 mortos e 92 desaparecidos, número que já era mais que o dobro do computado em dezembro de 2025.
O avanço mostra que a presença de brasileiros nas linhas de frente da Ucrânia cresceu mais rápido nos últimos meses do que em todo o período anterior do conflito.
O que acontece agora
A família de Hendrick aguarda o traslado do corpo para o Brasil, sem data definida. A Embaixada brasileira em Kiev segue à disposição para assistência consular, e o Itamaraty mantém, desde maio de 2025, alertas que desaconselham o alistamento de brasileiros em forças armadas estrangeiras.































