Dois homens, de 25 e 32 anos, foram presos suspeitos de tráfico de drogas no Jardim Filadélfia, Região Noroeste de Belo Horizonte, no domingo (1º de novembro). Durante a fuga, um dos suspeitos invadiu uma casa e se escondeu abraçado a uma criança.

Ele pegou a criança, que estava no quarto do imóvel invadido, e se sentou no chão da sala com ela no colo, para tentar não ser identificado pela Polícia Militar.

A ocorrência começou depois de uma denúncia anônima sobre venda de drogas em um beco da região. Ao chegar ao local, os militares encontraram dois homens vendendo entorpecentes e fizeram a abordagem.

Um terceiro homem, também de 25 anos, apontado como olheiro da atividade, foi identificado e abordado. Outros dois suspeitos fugiram pelo beco, entraram por um portão aberto e seguiram pelos telhados das casas da região.

Como o suspeito tentou se esconder

Um dos homens foi encontrado dentro de uma residência. Segundo a Polícia Militar, ele havia tirado a camisa e o boné usados na fuga e estava sentado no chão, abraçado a uma criança, quando os policiais chegaram.

A moradora contou às equipes que o suspeito pulou o muro, entrou no imóvel e pegou a criança, que estava no quarto. Em seguida, tirou as próprias roupas e se acomodou na sala, mantendo a criança junto ao corpo.

Os militares ordenaram que ele entregasse a criança à mãe. Sobre um sofá da casa, os policiais encontraram uma blusa azul e um boné preto, peças semelhantes às descritas pelas equipes que faziam a perseguição.

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O que a polícia apreendeu

No mesmo local havia uma sacola com 20 pinos de cocaína, 10 buchas de maconha e 7 porções de crack, além de dinheiro. Outra sacola, com drogas já fracionadas, foi encontrada no quarto onde estava a criança, segundo o relato da moradora.

Os militares retiraram os moradores do ambiente e os levaram para a cozinha, para que não acompanhassem a abordagem. A corporação não informou se a criança ficou ferida.

O caso expõe o risco de operações de fuga em áreas residenciais, quando o suspeito usa a casa de um morador qualquer como esconderijo — a vizinhança não tem como prever quando vira cenário de uma perseguição.