O deputado federal André Janones (Rede-MG) afirmou nesta quarta-feira (14) que não divulgou fake news no canal "Exército do Lula" e disse que vai processar por calúnia a advogada Maria Cláudia Bucchianeri, da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), após ela acusá-lo de praticar crimes.
A declaração foi resposta a uma entrevista de Bucchianeri à GloboNews, em que ela disse que o TSE não identificou fake news no canal porque Janones teria apagado as publicações antes da análise.
Os advogados meus já irão acioná-la porque ela afirmou que eu pratiquei crimes que eu não pratiquei. Isso chama calúnia.
Disse Janones, em resposta à acusação. Janones confirmou que excluiu mensagens do canal, mas afirmou que elas traziam apenas orientações para mobilizar apoiadores, não fake news.
Uma análise técnica do TSE não encontrou fake news nas mensagens do canal examinadas entre 2 e 11 de outubro, período que inclui os dias apontados por Bucchianeri.
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O resultado da perícia contraria diretamente a versão dada pela advogada à emissora. O tribunal mantém, desde agosto, uma página própria para checar fake news das eleições de 2026.
Paralelamente, Flávio Bolsonaro protocolou ação por danos morais contra Janones e Lindbergh Farias (PT). A ação questiona vídeo em que os dois dizem que Flávio, eleito, vai reduzir aposentadorias e propor medidas fora do programa dele.
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O caso é o mais recente capítulo da disputa em torno do canal: na terça-feira (13), a campanha de Flávio já acusava Janones de ter apagado 499 publicações do Exército do Lula.
O canal havia passado de 1 milhão de seguidores na semana passada, em meio à disputa do 2º turno entre Lula e Flávio, marcado para 25 de outubro.
O que acontece agora
Janones diz que ainda vai formalizar a ação por calúnia contra Bucchianeri. A ação de Flávio contra Janones e Lindbergh, por sua vez, segue aguardando decisão da Justiça sobre o vídeo contestado.





























