A campanha de Ciro Gomes entrou nesta quarta-feira (14) com ação na Justiça Eleitoral pedindo a cassação da chapa de Elmano de Freitas (PT) e novas eleições no Ceará. Elmano venceu no 1º turno, em 4 de outubro, com 53,19% dos votos.
Os advogados Hélio Parente e André Xerez representam a campanha de Ciro Gomes (PSDB). Segundo eles, há indícios de abuso de poder em decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre direito de resposta e propaganda eleitoral em rádio e TV.
A ação pede basicamente a cassação da chapa adversária e a realização de novas eleições.
O resultado oficial da Justiça Eleitoral deu a Elmano 2.875.573 votos (53,19% dos válidos). Ciro Gomes ficou em segundo, com 2.498.891 votos (46,22%), uma diferença de quase 7 pontos percentuais.
Se aceito, o pedido pode levar o Ceará a novas eleições.
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Elmano governa o Ceará desde janeiro de 2023, ao lado da vice-governadora Jade Romero. Na reeleição, ele teve como vice Gabriella Aguiar (PSD), ex-vice-prefeita de Fortaleza. O PT comanda o estado desde 2007, quando Cid Gomes, irmão de Ciro, assumiu o governo.
Ciro e Elmano já foram aliados. A união entre os dois grupos políticos durou de 2006 a 2022, quando houve a ruptura. Cid Gomes concorreu à reeleição ao Senado na chapa do rival do próprio irmão.
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A disputa pelo tempo de TV já havia gerado controvérsia antes da votação. Dias antes do 1º turno, o STF decidiu como seria dividido o tempo de propaganda eleitoral no Ceará.
A campanha também lembra o debate final antes da votação, quando os dois candidatos trocaram farpas sobre segurança pública. No encontro, Ciro citou dados de mortes no estado e Elmano rebateu.
O que acontece agora
A Justiça Eleitoral do Ceará vai analisar se as decisões do STF sobre propaganda favoreceram Elmano o suficiente para justificar a cassação da chapa e a repetição das eleições, conforme pedido pela campanha de Ciro Gomes.





























