O PT publicou nesta quarta-feira (14) uma propaganda eleitoral que compara o candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao ex-presidente Fernando Collor de Mello. O vídeo recria uma peça publicitária de 1987, da agência W/Brasil para a Folha de S.Paulo, que usava a imagem de Adolf Hitler.

Segundo a propaganda, os dois tiveram início precoce na política. Flávio foi eleito deputado estadual aos 21 anos; Collor virou prefeito de Maceió aos 29 anos.

A peça também menciona "escândalos de corrupção" dos dois lados. Collor foi preso por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e associação criminosa; o vídeo liga Flávio à relação com Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master.

O paralelo chega às famílias dos dois. O pai de Collor, Arnon de Melo, foi preso em 1963 após atirar em um colega no Senado. Jair Bolsonaro, pai de Flávio, está preso desde 2025, condenado por tentativa de golpe.

Às vezes, o futuro pode ser uma volta ao passado.

A comparação com ditadores também já atingiu o lado de Flávio.

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Dias antes, o PL viveu situação parecida. O partido apagou, em 10 de outubro, uma peça com o rosto de Flávio cercado pela frase "Tropa do Flávio". A imagem foi comparada a uma propaganda fascista de Mussolini.

O partido chamou a semelhança de coincidência.

A comparação com Collor já havia aparecido na boca de outra liderança do PT. Em 8 de outubro, a presidente do partido, Gleisi Hoffmann, disse na Câmara que Flávio "vende sonhos e vai entregar pesadelos".

A propaganda chega numa semana de forte fiscalização sobre publicidade eleitoral. Nesta mesma quarta, o TSE mandou a campanha de Lula apagar outro vídeo que associava Flávio a cortes na Farmácia Popular, sob multa de R$ 10 mil por dia de descumprimento.

A menção a Vorcaro também não é inédita. Em agosto, o TSE já havia determinado a remoção de um vídeo com imagem gerada por IA que ligava Flávio ao banqueiro do Master.

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A prisão de Jair Bolsonaro também segue no centro da campanha. Flávio defende um indulto ao pai, mas a medida pode esbarrar em entendimento do STF.

O que acontece agora

A corte eleitoral já atua ativamente contra propaganda das duas campanhas nesta reta final, com multas e ordens de remoção quase diárias.

Qualquer contestação ao vídeo do PT seguiria o rito já visto nesta campanha, com representação ao TSE, análise do relator e decisão sobre a retirada do ar.