Usuários do WhatsApp relataram nesta quarta-feira (14) que a Meta AI, assistente de inteligência artificial do aplicativo, se recusa a criar imagens de campanha do presidente Lula (PT), mas atende pedidos semelhantes para o senador Flávio Bolsonaro (PL), segundo reportagem do g1.
O g1 confirmou a diferença nas respostas. A ferramenta só gerou uma imagem com o nome de Lula depois de vários pedidos insistentes do usuário.
Em um teste, o pedido de uma imagem "vermelha e branca com Lula 13" recebeu a resposta de que a IA "não conseguiu gerar a imagem". Um pedido parecido, de uma arte "azul e amarela com Flavio 22", foi atendido sem nenhum impedimento.
Questionada sobre a recusa, a própria Meta AI respondeu que houve um "bloqueio automático do sistema de criação de imagens", sem detalhar o motivo.
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A diferença apareceu só na versão do assistente dentro do WhatsApp. No site da Meta AI, fora do aplicativo, a ferramenta recusou imagens de campanha para os dois candidatos.
O que diz a campanha de Lula
A campanha do presidente apresentou nesta quarta uma nova petição ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral), acusando a Meta de interferir na disputa a favor de Flávio Bolsonaro. É a segunda vez em quatro dias que a campanha petista leva a Meta à Justiça Eleitoral.
"Sim, o algoritmo da Meta é enviesado, pratica seletividade algorítmica e permite que Flávio Bolsonaro e seus apoiadores produzam, em massa, conteúdos eleitorais ilícitos e de fácil replicação", diz a peça.
A petição também questiona por que vídeos do deputado Nikolas Ferreira (PL) somam uma média de visualizações equiparável à de celebridades internacionais, citando a influenciadora americana Kylie Jenner como exemplo de comparação.
Em contestação apresentada ao TSE na segunda-feira (12), a Meta rejeitou a acusação. A empresa disse não haver evidências técnicas para a denúncia e afirmou que "a integridade do processo eleitoral é prioridade".
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Pela resolução eleitoral que já havia dado 48 horas para a Meta explicar outra restrição a posts de Lula, provedores de aplicação ficam proibidos de usar IA para ranquear ou priorizar candidato, campanha ou partido, mesmo a pedido do usuário.
A Meta já havia negado viés e atribuído a falha técnica a queda nas visualizações de Lula, episódio anterior da mesma disputa. Em setembro, a empresa também havia aprovado 13 de 15 anúncios falsos com IA sobre as eleições em teste de verificação.
O que acontece agora
O TSE não decidiu a nova petição da campanha; a Meta não respondeu ao pedido de comentário do g1 até a publicação. A regra que proíbe recomendação de voto por IA já tinha gerado acordo entre o tribunal e outras empresas de tecnologia.
































