Os Correios começaram nesta quarta-feira (14) a coletar gratuitamente eletrônicos sem uso em 6.868 agências que têm o serviço Balcão do Cidadão, em todo o país. O lançamento coincide com o Dia Internacional do Lixo Eletrônico e não exige agendamento prévio.

A iniciativa é parceria com a Circular Brain, empresa de logística reversa de eletrônicos.

Como descartar os aparelhos nos Correios?

Para descartar, basta reunir os equipamentos numa caixa aberta de até 30 kg e levá-la à agência participante. O próprio atendente fecha a embalagem no momento da postagem.

O cliente informa nome, CPF, endereço, e-mail e telefone, e recebe um comprovante do envio. São aceitos celulares, notebooks, tablets, fones de ouvido e cabos. Pilhas, baterias e lâmpadas não entram nessa modalidade e precisam de descarte específico.

Depois da postagem, o material segue para a Rede Circulare, que direciona cada remessa a um reciclador homologado, com rastreamento completo até a destinação final.

Sabemos que muitas pessoas guardam esses pequenos eletrônicos em casa pois não sabem o que fazer com eles, ou porque suas cidades não são atendidas por um ponto de entrega voluntária. Agora, é só juntar os aparelhos numa caixa e passar no Correio mais próximo quando for resolver outra questão.

Disse Marcus Oliveira, CEO da Circular Brain. Segundo Emmanoel Rondon, presidente dos Correios, a presença da estatal em todos os municípios do país, com mais de 10 mil agências, facilita o acesso da população ao descarte correto.

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Por que isso importa?

Isso importa porque o Brasil gera cerca de 2,4 milhões de toneladas de lixo eletrônico por ano, mas só por volta de 3% é coletado formalmente, segundo dados de 2022 da Global E-waste Statistics Partnership, ligada à ONU.

A Rede Circulare processou 83 mil toneladas de resíduos eletroeletrônicos em 2025.

Descartado no lixo comum, esse material pode contaminar solo e água. A obrigação de logística reversa para eletroeletrônicos já está prevista na Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei 12.305/2010) e no Decreto 10.240/2020, que impõem metas de coleta a fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes.

Mutirões pontuais de coleta já aconteciam em cidades espalhadas pelo país, como o que recolheu 800 toneladas em Presidente Prudente em junho.

Também é o caso da Região Serrana do Rio, que pode gerar 4,4 mil toneladas do material por ano. O serviço dos Correios amplia esse acesso para o país inteiro, de forma permanente.