Os governadores Ronaldo Caiado (PSD-GO) e Romeu Zema (Novo-MG), pré-candidatos à Presidência, cobraram nesta terça-feira (15) a saída de Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal (STF). Caiado pediu o afastamento imediato do ministro; Zema disse que o Brasil "está virando uma republiqueta de bananas".
Caiado publicou no X que nunca viu "um escândalo dessa gravidade atingir o Supremo" e defendeu que "a única atitude aceitável será o afastamento imediato do ministro Alexandre de Moraes".
Ele também criticou a falta de "decoro, senso público e o mínimo de liturgia no exercício do cargo" e propôs, para o Judiciário, idade mínima de 60 anos para ingresso no STF.
O Brasil tá virando uma republiqueta de bananas com esses senhores.
A frase é de Zema, dita em transmissão nas redes sociais durante manifestação do partido Novo no Congresso. Ele chamou a sessão desta terça de "um dos dias mais importantes da história do Brasil" e disse esperar que Moraes seja "só o primeiro" investigado.
O contexto por trás das falas
Zema já vinha defendendo, em manifestações de meses anteriores, o impeachment de ao menos dois ministros do STF, com a expressão "frutas podres", repetida nesta terça. Flávio Bolsonaro, outro pré-candidato à Presidência, também defendeu no mesmo dia que Moraes renuncie ao cargo.
No Senado, o líder da oposição Rogério Marinho (PL-RN) articula mudança de regimento para que 49 assinaturas bastem para abrir impeachment contra ministro do STF. Ele diz já ter 61 assinaturas favoráveis ao afastamento de Moraes, e o Congresso acumula 109 pedidos parados.
Hoje, o julgamento de impeachment no Senado depende de dois terços dos votos, não da maioria simples prevista na lei de 1950. A regra atual, mais rígida, veio de uma liminar.
O outro lado
Moraes já havia chamado o relatório da PF que baseia o julgamento de "nulo e imprestável". Caiado e Zema fazem a crítica em plena campanha presidencial, movimento que a própria sessão do STF, hoje, tenta isolar do debate eleitoral.
O que acontece agora
A sessão que discute investigar Moraes segue nesta terça, e o STF julga separadamente, em 23 de setembro, a investigação contra o ministro André Mendonça. O esforço da oposição para facilitar o impeachment de ministros ainda depende de votação no Congresso, sem data marcada.

























































































