O Brasil exportou US$ 169 bilhões em produtos agrícolas em 2025, apenas US$ 2 bilhões abaixo dos Estados Unidos. A diferença, que era de US$ 56 bilhões em 2021, encolheu a ponto de colocar o Brasil a um passo de virar o maior exportador agrícola do mundo.
No primeiro semestre de 2026, as exportações do agro brasileiro somaram US$ 87 bilhões, alta de 6% sobre o mesmo período do ano anterior.
Por que o Brasil está alcançando os EUA?
Os Estados Unidos aplicam desde 22 de julho uma tarifa adicional de 25% sobre parte das exportações do agro brasileiro. Segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a medida afeta 36,5% das vendas do setor aos americanos.
São cerca de US$ 4,6 bilhões em produtos como madeira, arroz, uva, ovos e açúcar empurrados para outros mercados, com a China na ponta. Pescado, mel e café solúvel, por sua vez, ficaram de fora da lista de produtos tarifados.
Em soja, a distância entre os dois fornecedores é enorme. O Brasil embarcou 80 milhões de toneladas para a China em 2025, enquanto os EUA não chegaram à faixa dos 10 milhões de toneladas no mesmo destino.
A disputa não é unilateral. Uma safra recorde dos EUA vem derrubando o preço da soja no Brasil, e o país até perdeu o 2º lugar na exportação de milho para a Argentina neste mês.
O que acontece agora
Brasil e EUA marcaram a primeira reunião presencial sobre o tarifaço para o fim deste mês. O resultado pode manter a tarifa de 25% empurrando o produtor brasileiro para outros mercados, ou reverter parte da sobretaxa.
O que a TV Sim observa
A distância de US$ 2 bilhões é pequena para uma disputa que já foi de US$ 56 bilhões, mas nada garante que o Brasil vá cruzá-la.
Depende de quanto da tarifa americana for revertido na reunião do fim do mês, e de a China manter o ritmo de compras que hoje sustenta a diferença.


























