A TIM registrou 44 mil conexões simultâneas durante o show de Demi Lovato no Rock in Rio, em 12 de setembro, o maior pico de acessos já medido pela operadora num único momento do festival. A rede 5G respondeu por mais de 60% do tráfego nos horários de maior demanda.

Para sustentar o volume, a TIM instalou mais de 120 antenas inteligentes na Cidade do Rock, com monitoramento contínuo da rede ao longo dos sete dias de evento.

A operadora usou a tecnologia 5G Advanced, versão mais recente do padrão, ainda pouco comum no Brasil fora de grandes eventos como este.

Quanto de dados o público consumiu?

O consumo somou quase 200 terabytes ao longo do festival, o equivalente a 60 anos de vídeo em alta definição rodando sem parar. Nos picos, a velocidade de conexão superou 1 Gbps.

O maior volume não veio só do palco. Segundo a operadora, o público gerou um pico de conexões ainda nas filas de acesso, antes dos portões abrirem, no dia da apresentação do grupo sul-coreano Stray Kids, em 11 de setembro.

Por que isso importa fora do festival?

O Rock in Rio funciona como teste de estresse real para o 5G brasileiro. Mais gente concentrada tenta postar foto e vídeo ao mesmo tempo do que em quase qualquer outro ponto do país.

É um público que se acumula edição após edição. Ivete Sangalo já soma 20 shows na história do festival, recorde entre os artistas que passaram pela Cidade do Rock.

Operadoras rivais também usam o Brasil como laboratório de nova tecnologia de conexão, caso da Vivo, que testa conexão direta a satélite.

O desempenho da rede também importou para a segurança do público. O festival tinha emitido alerta de segurança antes do show de k-pop que, horas depois, geraria o pico de conexões nas filas.

O que acontece agora

O Rock in Rio 2026 fechou a edição com a estreia do Twenty One Pilots. A TIM ainda não informou se vai divulgar um balanço final consolidado de toda a semana de shows.