Lula (PT) tem 44% das intenções de voto no Pará contra 37% de Flávio Bolsonaro (PL) em simulação de segundo turno, mostra pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta terça-feira (15) e contratada pela Record TV. A vantagem de 7 pontos supera a margem de erro de 2 pontos.
O resultado destoa do cenário nacional. Pesquisa Quaest divulgada um dia antes, em 14 de setembro, mostrou Flávio Bolsonaro numericamente à frente de Lula pela primeira vez na campanha, com 42% contra 40% do presidente, dentro da margem de erro.
No primeiro turno no Pará, Lula soma 41% contra 33% de Flávio. Augusto Cury (Avante) aparece com 5% e Renan Santos (Missão), com 4%. Brancos e nulos somam 8%, e 5% não souberam responder.
A pesquisa ouviu 1.600 eleitores entre 10 e 14 de setembro, com margem de erro de 2 pontos e nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no TSE sob o protocolo BR-08918/2026.
Parte da vantagem de Lula no Pará tem explicação política. O estado é reduto de aliados históricos do petista, caso do ex-governador Helder Barbalho, hoje candidato ao Senado.
Barbalho renunciou ao governo em abril para concorrer ao Senado e passou o cargo à vice, Hana Ghassan, que hoje disputa a sucessão em empate técnico com Dr. Daniel. Aliados de Barbalho chegaram a especular seu nome como vice de Lula numa eventual reeleição.
Por que Lula tem mais força no Pará do que no país?
O estado é um dos poucos onde o Real Time Big Data mede Lula à frente por margem clara. Na última rodada nacional do mesmo instituto, em agosto, Lula e Flávio apareciam empatados em 44% no segundo turno.
No Pará, o petista não só manteve os 44% como abriu vantagem, porque Flávio ficou 7 pontos abaixo do desempenho que tem no país. Nacionalmente, essa distância vem encolhendo ao longo da campanha, a ponto de Flávio aparecer à frente pela primeira vez na pesquisa Quaest do dia anterior.
Augusto Cury, terceira força nacional com 10% no primeiro turno em agosto, aparece bem menor no Pará, com apenas 5%.
O que acontece agora
A campanha para o primeiro turno segue até 4 de outubro, com pesquisas de institutos diferentes mostrando cenários que variam de empate técnico nacional a vantagem clara de Lula em estados como o Pará.
Novas rodadas de pesquisa devem chegar nas próximas semanas, à medida que o Tribunal Superior Eleitoral avança no calendário de propaganda e os debates regionais.


























