Cleitinho Azevedo (Republicanos) lidera a disputa pelo governo de Minas Gerais nas pesquisas, mas é o candidato com a menor arrecadação de campanha entre os principais. Ele somou R$ 620,6 mil até 8 de setembro, segundo dados declarados à Justiça Eleitoral.
Os onze candidatos ao Palácio da Liberdade somam R$ 48 milhões em receitas declaradas até a mesma data. Alexandre Kalil (PDT) concentra a maior fatia, mais de um quarto do total.
| Candidato | Partido | Arrecadado |
|---|---|---|
| Alexandre Kalil | PDT | R$ 14 milhões |
| Flávio Roscoe | PL | R$ 10,9 milhões |
| Mateus Simões | PSD | R$ 10,3 milhões |
| Patrus Ananias | PT | R$ 8,3 milhões |
| Gabriel Azevedo | MDB | R$ 3,4 milhões |
| Cleitinho Azevedo | Republicanos | R$ 620,6 mil |
| Rafael Duda | PSTU | R$ 153,5 mil |
| Ben Mendes | Missão | R$ 120 mil |
| Indira Xavier | UP | R$ 27,9 mil |
| Túlio Lopes | PCB | R$ 8,1 mil |
| Henrique Áreas | PCO | Nenhuma declarada |
Dos R$ 14 milhões de Kalil, R$ 7 milhões vieram do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) e outros R$ 7 milhões do Fundo Partidário do PDT. É o maior repasse de um partido a candidato a governador neste ciclo em Minas.
Kalil é o mesmo candidato que defende a retomada da Cohab-MG para destravar moradia popular no estado.
Do lado das despesas, o cenário se repete. Os candidatos já gastaram R$ 36,35 milhões, segundo dados do TSE consultados pelo Impactto News em 17 de setembro.
Kalil também lidera aqui, com R$ 12,9 milhões gastos. Simões vem em seguida, com R$ 8,6 milhões; Roscoe, com R$ 6,5 milhões; e Patrus, com R$ 5,9 milhões — os quatro concentram 93,2% de tudo o que já foi gasto na disputa.
O líder nas pesquisas é, ao mesmo tempo, o candidato com menos dinheiro para chegar ao eleitor.
A distância no caixa contrasta com a distância nas pesquisas. Segundo pesquisa DATATEMPO divulgada pela TV Sim, Cleitinho tinha 33,7% das intenções de voto no 1º turno, contra 13,6% de Patrus e 9,8% de Kalil.
O que acontece agora
Os candidatos ainda vão apresentar novas prestações de contas até a votação, em 4 de outubro. Os valores declarados podem mudar conforme novos gastos e doações forem informados ao TSE.
A Justiça Eleitoral também pode intimar campanhas a corrigir ou detalhar lançamentos considerados incompletos.
























































































