Não existe quem não deva estar no LinkedIn, afirma o publicitário Alessandro Feijó, o "Dr. LinkedIn". Ele cita famosos como Anitta e políticos como Bolsonaro, Lula e Barack Obama entre os que mantêm perfil ativo na rede, hoje amplamente usada por profissionais de recursos humanos para buscar candidatos.
"A Anitta, ela é empresária, ela está no LinkedIn e ela publica com frequência", afirma Feijó, ao citar exemplos de perfis fora do universo corporativo tradicional.
Para Feijó, o argumento de que já ser empresário dispensa a rede não se sustenta. Segundo ele, quem já tem carreira consolidada também usa o espaço para divulgar projetos sociais e trabalhos, não só quem busca emprego.
Verificação gratuita e os benefícios do plano Premium
Feijó recomenda verificar a conta gratuitamente pelo aplicativo do LinkedIn, com leitura de QR code e conferência facial e documental. O selo de verificado aumenta a credibilidade do perfil, segundo o especialista.
"Você com uma conta verificada, você tem prioridade na recuperação", afirma Feijó, sobre o benefício em caso de a conta ser invadida.
A rede avisa quando alguém visualiza o perfil, mas a conta gratuita não mostra a lista completa de quem entrou.
"As pessoas entram no seu perfil, o LinkedIn te avisa que essa pessoa entrou no seu perfil", diz Feijó. "Mas você com a conta gratuita não consegue ter acesso a todas as pessoas que visitarem."
Enviar mensagem para quem não é conexão também é exclusivo de quem paga. "O LinkedIn tem uma trava que você só consegue enviar mensagem para quem é sua conexão", explica Feijó.
"Você só vai conseguir enviar uma mensagem para quem você quer se você for um usuário premium", completa o especialista.
Por que o currículo perdeu espaço para o perfil
Recrutadores usam uma ferramenta paga, o LinkedIn Recruiter, que filtra candidatos pelas palavras-chave cadastradas no perfil, como idiomas, pós-graduação e competências específicas, afirma Feijó.
"Não é a gente que tem que puxar palavras-chave não. Ele vai puxar essas informações que o profissional está buscando", diz Feijó sobre o funcionamento da busca da plataforma.
O perfil permite cadastrar até 100 competências, mas o especialista pondera que exagerar na lista sem sustentação prática pode comprometer a candidatura na entrevista presencial, quando a competência anunciada precisa se confirmar.
Mesmo quando a empresa ainda pede currículo por e-mail, o especialista recomenda enviar também o link do perfil. "Eu vou falar assim pra você, 90% vão te buscar através do LinkedIn", afirma Feijó.































