A senadora Tereza Cristina (PP-MS) mantém a candidatura à presidência do Senado apesar da pressão para desistir, após acordo não fechado com Rogério Marinho (PL-RN) por uma candidatura única da oposição contra a reeleição de Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), segundo a Folha de S.Paulo.
Senadores do PP consideraram pesada a pressão depois que banners e posts, atribuídos a bolsonaristas, cobraram que a senadora desistisse agora da disputa. A legenda viu no movimento uma tentativa de forçar saída unilateral, sem o acordo negociado com o PL.

O entendimento discutido entre Tereza e Marinho prevê que, em janeiro, o nome considerado menos viável abra mão da candidatura para que o outro dispute com apoio único da oposição em 1º de fevereiro de 2027, data da eleição para a Mesa Diretora.
Os dois se reuniram na semana passada para tentar unificar a candidatura, sem acordo. Dois congressistas ouvidos pela Folha dizem que a insatisfação de Tereza ainda não muda o voto do PP a favor de Alcolumbre, mas ataques contínuos podem abrir negociação direta com ele.
O PP terá seis votos na próxima legislatura: dois já dados como certos em Alcolumbre, dois na candidatura de oposição e dois ainda indecisos, por pressão das bases eleitorais e relação pessoal com o presidente da Casa.
Como fica a disputa dentro da oposição
A oposição soma 29 senadores eleitos pelo PL e mais 3 do Novo. O líder do PL no Senado, Carlos Portinho (RJ), usa essa bancada para defender que Marinho parta na frente.
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O PL deve ter 28 senadores na próxima legislatura, a maior bancada da Casa, segundo o InfoMoney. Marinho, que coordena a campanha de Flávio Bolsonaro, perdeu força após falas do filho de Jair Bolsonaro, segundo o Poder360.
É esse cenário que abre espaço para Tereza ser vista como terceira via: ex-ministra da Agricultura, ela tenta apoio na bancada feminina e em políticos de centro.
Se o desgaste de Marinho persistir e puxar dissidentes para o lado de Tereza, o efeito prático pode ser o contrário do que a pressão sobre ela busca: mais votos fragmentados tendem a favorecer a permanência de Alcolumbre.
O atual presidente afirma ter 48 votos para se reeleger, segundo a Revista Fórum, e já sinalizou à oposição que pode votar, se reeleito, uma PEC que limita o mandato de ministros do STF.
O PP deve boicotar o lançamento oficial da candidatura de Marinho. A candidatura de Marinho contra Alcolumbre havia sido lançada pelo PL no fim de outubro.
O que acontece agora
A bancada do PL se reúne na quarta-feira (4 de novembro) para definir a estratégia de Marinho, com a participação do Novo e de senadores de oposição de outros partidos.
Candidato à Mesa Diretora precisa de ao menos 41 votos, caso os 81 senadores votem. O prazo final para a oposição decidir entre Tereza e Marinho é janeiro, pouco antes da votação de 1º de fevereiro de 2027.
A disputa é desdobramento direto do movimento que colocou Tereza Cristina como 3ª via na corrida, depois que Alcolumbre passou a articular apoio para a reeleição ainda em outubro.































