A Alexa+, assistente de inteligência artificial da Amazon, passou a reconhecer nomes e manter conversas mais elaboradas, cinco meses após chegar ao Brasil. Um teste do g1 com os aparelhos Echo Studio e Echo Show 8 mostrou avanços, mas apontou excesso de propaganda.

Lançada oficialmente em junho, a Alexa+ roda mais de 70 modelos de IA e já funciona em 98% dos aparelhos Echo existentes, via atualização de software.

Assinantes do Amazon Prime, a partir de R$ 19,90 por mês, têm acesso à Alexa+ sem custo adicional. Quem não é assinante paga R$ 99,90 por mês só pela assistente; o Echo Studio mais recente custava R$ 1.700 no início de novembro.

O que melhorou na nova Alexa

No teste do g1, a assistente passou a dizer corretamente o nome do usuário e buscou na internet para responder perguntas específicas, como a existência de pernilongos em Poços de Caldas (MG), informação depois confirmada como verdadeira pelo repórter.

No Echo Show 8, com tela de 8,6 polegadas, a Alexa+ passou a exibir previsão do tempo mais detalhada, informações da casa inteligente, e funciona como porta-retrato digital e relógio que não se desregula em queda de energia.

O avanço soma-se a um cenário em que 16% dos brasileiros com smartphone já pagam por IA generativa, segundo levantamento do setor.

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Por que a Alexa+ ainda incomoda com anúncios

A Amazon lançou os chamados Entertainment Ads, blocos patrocinados que aparecem quando o usuário pergunta sobre filmes, séries ou shows, promovendo o Prime Video, líder do streaming no Brasil. O gerente da Alexa no Brasil reconheceu que as críticas sobre publicidade no dispositivo aumentaram.

Segundo a Amazon, remover toda a publicidade não é uma opção, porque os anúncios sustentam serviços gratuitos como o Amazon Music. A empresa amplia a presença de anúncios em vários produtos ao mesmo tempo em que expande os recursos pagos da Alexa+.