O presidente Donald Trump afirmou na madrugada de quarta-feira (4 de novembro) que teria vencido "de lavada" as eleições de meio de mandato se seu nome estivesse na cédula. Projeções indicam que o Partido Republicano perderá o controle da Câmara dos Representantes.
Candidatos escolhidos pessoalmente por Trump enfrentaram dificuldades na eleição, e muitos não venceram. Mais cedo no mesmo dia, um funcionário da Casa Branca já havia atribuído o desempenho fraco aos próprios candidatos, não ao presidente.
Eu não estava na cédula eleitoral e, se estivesse, teríamos vencido DE LAVADA! Obrigado pela atenção a este assunto.
escreveu Trump, na rede social Truth Social.
O que os números mostram
Até a publicação desta matéria, os democratas tinham 113 assentos confirmados na Câmara dos Representantes contra 62 dos republicanos, com seis cadeiras viradas contra o partido de Trump. A NBC News projetava até 244 cadeiras democratas, acima das 218 necessárias para a maioria.
No Senado, a Associated Press projetou a virada do democrata Roy Cooper na Carolina do Norte, a manutenção do democrata Chris Pappas em New Hampshire e as vitórias já esperadas de Jon Ossoff, na Geórgia, e Mark Warner, na Virgínia.
Até na Flórida, estado que Trump e aliados tratam como território republicano garantido, a vitória saiu pela margem mais apertada do ciclo eleitoral americano neste ano. Byron Donalds venceu o governo do estado por 1,4 ponto percentual, 50,1% a 48,7%, segundo a Associated Press.
O padrão histórico das eleições de meio de mandato
A aprovação de Trump estava em 32% na véspera da eleição, segundo pesquisa Reuters/Ipsos. É um número baixo para quem disputa uma eleição de meio de mandato, historicamente desfavorável ao partido do presidente.
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Segundo levantamento do instituto Gallup sobre eleições desde 1946, presidentes com aprovação abaixo de 50% perdem, em média, 37 cadeiras na Câmara, contra 14 para os que estavam acima de 50%. O partido do presidente perdeu cadeiras em 18 das 20 eleições desde então.
O ponto em aberto
Os números desta eleição de meio de mandato seguem um padrão que se repete desde 1946. Presidentes com aprovação baixa custam cadeiras ao próprio partido, mesmo sem aparecer na cédula.
A pergunta que fica é até onde a perda da Câmara e do Senado pode limitar a agenda de Trump nos dois anos que restam de mandato. As negociações comerciais que o governo americano mantém com o Brasil estão entre os temas sob risco.































