A senadora Tereza Cristina (PP-MS) mantém a candidatura à Presidência do Senado e se posiciona como uma terceira via entre o governista Davi Alcolumbre (União-AP), atual presidente da Casa, e o oposicionista Rogério Marinho (PL-RN), que lança a candidatura na quarta-feira (4 de novembro).

A eleição para o comando do Senado ocorre em 1º de fevereiro de 2027 e depende do voto de 81 senadores, com 41 votos necessários para vencer. Até agora, segundo o blog de política da CNN Brasil, nem Alcolumbre nem Marinho garantiram esse número.

Tereza defende que a votação só ocorra depois da posse dos 54 senadores eleitos ou reeleitos em outubro, que ainda não assumiram o cargo.

A disputa pela cadeira importa porque é o presidente do Senado quem decide o rito de pedidos de impeachment contra ministros do STF, como Alexandre de Moraes. Alcolumbre já declarou que é contra dar andamento a esses pedidos.

Tereza defende posição intermediária: é a favor de discutir o impeachment dos ministros, mas contra torná-lo a pauta prioritária do Senado, diferente de Marinho. Ela também defende uma ampla agenda de reformas econômicas no Congresso no próximo ano, paralela à discussão sobre o STF.

Tereza Cristina discursa no plenário do Senado, em Brasília

Por que a disputa chegou a um terceiro nome?

Marinho foi indicado por Flávio Bolsonaro à cabeça de chapa da oposição, e o PL confirmou a candidatura contra Alcolumbre no início de novembro. Na semana anterior, Marinho e Tereza se reuniram para tentar um acordo de unificação, mas nenhum dos dois cedeu o espaço.

Segundo aliados ouvidos pela CNN Brasil, Tereza tem mais acesso a todos os setores da Casa do que Marinho, inclusive entre governistas. Ela pode atrair parte do Centro-Direita que resiste a Marinho, mas também não quer a reeleição de Alcolumbre.

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A estratégia dela é manter o nome até o fim para, então, tentar convencer Marinho a recuar e apoiá-la.

A eleição da Presidência do Senado é decidida em fevereiro pelo voto livre, soberano e secreto de cada um dos 81 senadores.

Tereza também criticou a ordem que mandou recolher o passaporte de Flávio Bolsonaro, chamando a medida de "intimidação arbitrária". "Quero ouvir a todos, como sempre fiz, porque o diálogo no Parlamento é tudo", disse a senadora, em referência à disputa pelo comando da Casa.

O que acontece agora

Marinho lança a candidatura oficialmente na quarta-feira (4 de novembro). Tereza segue articulando nos bastidores, sem data marcada para formalizar o próprio nome. A votação está prevista para 1º de fevereiro de 2027, já com o novo Congresso empossado.