O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta vermelho, de grande perigo, na quarta-feira (4 de novembro) para partes do Paraná, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul, com chuva acima de 100 mm, ventos de 100 km/h e granizo.
O aviso começou à meia-noite e vale até as 23h59 da quarta-feira (4 de novembro). Segundo o Inmet, a área de maior risco inclui Francisco Beltrão, Pato Branco, União da Vitória e Guaratuba, no Paraná.
Também estão na área vermelha Passo Fundo, Erechim, Caxias do Sul, Santo Ângelo e Ijuí, no Rio Grande do Sul, além de todo o território de Santa Catarina.
Nas demais áreas do Sul, o alerta é laranja, com chuva de 30 a 60 mm por hora.
O que muda para quem mora na área do alerta vermelho
Quem está na área do alerta vermelho deve desligar aparelhos elétricos e o quadro geral de energia enquanto durar a tempestade. Em enxurrada, a orientação é guardar documentos e objetos de valor em sacos plásticos e buscar abrigo.
O Cemaden reforça o aviso com boletim próprio: risco alto de alagamento no norte gaúcho e no oeste catarinense, e risco alto de deslizamento de terra em Blumenau e Lages, em Santa Catarina. Nas demais áreas, o risco é moderado.
A Climatempo soma um alerta extra: possibilidade de tornados e de microexplosões, rajadas de vento que atingem o solo e se espalham, causando estragos pontuais.
Mesmo com a chuva, a temperatura sobe. Em Curitiba, a mínima prevista é de 17°C e a máxima, de 28°C.
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Em Florianópolis, a máxima chega a 27°C. Porto Alegre fica mais ameno.
O risco não fica restrito ao Sul. O Inmet emitiu alerta laranja também para municípios do Sudeste e do Centro-Oeste, caso de Bauru e Presidente Prudente, em São Paulo, e da região dos Pantanais, no Mato Grosso do Sul.
O alerta da quarta-feira (4 de novembro) não é um episódio isolado. A Defesa Civil do Rio Grande do Sul emitia avisos diários desde domingo (1º de novembro), cobrindo regiões diferentes a cada dia.
Entre domingo e terça, a chuva acumulada já havia passado de 150 mm nas regiões Missões, Noroeste e Norte do estado, antes mesmo do alerta vermelho entrar em vigor.
Até a publicação desta reportagem, não há registro de mortes, feridos ou danos confirmados. Os boletins têm caráter preventivo.
O Rio Grande do Sul soma uma sequência de episódios climáticos severos em 2026. Em setembro, um temporal deixou mortos e atingiu mais de 100 cidades do estado.
Em julho, outro alerta vermelho já havia atingido 206 cidades gaúchas com risco de inundação.
Em agosto, outro aviso já havia exposto que a reconstrução da enchente histórica de 2024 ainda estava incompleta em parte dos municípios atingidos.
O que acontece agora
O alerta vermelho segue válido até as 23h59 da quarta-feira (4 de novembro), quando o Inmet deve reavaliar o risco para a quinta-feira (5 de novembro).
Em emergência, a orientação é acionar a Defesa Civil pelo telefone 199 ou o Corpo de Bombeiros pelo 193.
Moradores das áreas sob aviso devem acompanhar os boletins atualizados do Inmet e da Defesa Civil ao longo do dia.































