A defesa do ex-presidente do Banco Master, Daniel Vorcaro, pediu novamente ao Supremo Tribunal Federal (STF), na terça-feira (3 de novembro), a revogação da prisão preventiva dele, pelo excesso do prazo de 90 dias para revisão da custódia, vencido desde 31 de agosto.

A defesa, formada pelos advogados Sérgio Leonardo e Engel Muniz, entregou o pedido em reunião com um juiz auxiliar do gabinete da Presidência do STF, hoje sob o ministro Edson Fachin. Para eles, não há elementos novos que justifiquem manter a prisão.

Não existe mais nenhum motivo para persistir a prisão preventiva do Daniel Vorcaro.

A frase é do advogado Sérgio Leonardo, que também classificou o indiciamento da Polícia Federal contra o cliente de "açodado".

Desde quando Vorcaro está preso e por quê?

Vorcaro está preso preventivamente desde 4 de março de 2026, numa nova fase da Operação Compliance Zero, que investiga o colapso do Banco Master. Ele é apontado pela Polícia Federal como um dos indiciados num esquema de R$ 12,2 bilhões envolvendo o BRB.

Em 28 de outubro, a PF indiciou Vorcaro e mais 14 pessoas por suspeita de gestão fraudulenta na venda frustrada do Master ao banco público. Segundo o relatório final do inquérito enviado ao STF, o esquema usou carteiras de crédito supostamente inexistentes.

A diferença entre indiciamento da PF e denúncia formal sustenta parte do argumento da defesa. Até agora, o Ministério Público não ofereceu denúncia contra Vorcaro.

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O processo é formalmente relatado pelo ministro André Mendonça, mas segue sob a Presidência do STF, hoje ocupada por Edson Fachin, que mantém a condução direta do caso Banco Master.

O que acontece agora

O gabinete da Presidência do STF ainda não decidiu o novo pedido de soltura de Vorcaro. Enquanto isso, ele segue preso, e qualquer denúncia formal do Ministério Público contra ele ainda depende da fase seguinte da investigação.