O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), articula a própria reeleição para o comando da Casa em 2027, independentemente de quem vencer a disputa presidencial entre Lula e Flávio Bolsonaro, marcada para 25 de outubro. A estratégia é dividir os votos do PL.

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, descartou apoiar Alcolumbre e lançou o senador Rogério Marinho (PL-RN) como candidato de oposição ao cargo. O PL saltou para a maior bancada do Senado na eleição deste mês.

Como Alcolumbre tenta furar o bloco do PL?

Alcolumbre oferece cargos de influência a aliados dentro do próprio PL para furar o bloco de Marinho. Ao senador Eduardo Gomes (PL-TO), atual vice-presidente do Senado, ofereceu a relatoria do Orçamento de 2027, posto tradicionalmente ocupado pelo MDB.

O movimento já rendeu apoio formal de outros partidos. Em 13 de outubro, o senador Otto Alencar (PSD-BA) declarou: "Tive a oportunidade de dar meu voto favorável para a presidência dele e posso fazer isso novamente pelo trabalho dele".

O MDB, do senador Eduardo Braga, também já anunciou apoio à continuidade de Alcolumbre no comando da Casa.

Quantos votos cada lado tem?

A eleição exige 41 votos, maioria absoluta dos 81 senadores. Interlocutores de Alcolumbre calculam que ele reúne entre 44 e 49 votos na nova composição da Casa.

Alcolumbre negocia até a distribuição de gabinetes com os senadores recém-eleitos, que tomam posse em fevereiro. O antigo gabinete do senador Jorge Kajuru, por exemplo, recebeu 18 visitas de interessados em um único dia.

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O que acontece agora

A disputa pela presidência do Senado corre em paralelo ao 2º turno presidencial, mas só será decidida em fevereiro de 2027, quando toma posse a nova legislatura eleita neste outubro.

Alcolumbre também segue defendendo a indicação de Rodrigo Pacheco ao STF.

A ida de Pacheco ao STF abriria uma vaga no TCU, outra moeda de troca na negociação entre os partidos.