A consultoria StoneX elevou para 184,95 milhões de toneladas a projeção da safra brasileira de soja 2026/27, novo recorde histórico, segundo relatório divulgado na terça-feira (3 de novembro). A estimativa é 0,9% maior que a de outubro e 1,3% acima da safra anterior.

Com produtividade média estimada em 3,74 toneladas por hectare, ante 3,72 t/ha no ciclo passado, a StoneX também elevou a previsão de exportação de soja para 115,5 milhões de toneladas, 500 mil a mais que em outubro.

Para o milho, a StoneX projetou a segunda safra 2026/27 em 113,53 milhões de toneladas e elevou a exportação para 42 milhões de toneladas. Em outubro, a própria consultoria havia cortado essa mesma previsão para 40 milhões de toneladas.

Os números confirmam o Brasil como maior produtor e exportador mundial de soja, com margem que deve crescer ainda mais na safra 2026/27.

Por que a safra deve bater recorde

O avanço reflete um plantio acelerado e clima favorável no início do desenvolvimento das lavouras, com volumes elevados de chuva em outubro na região Sul. Para Mato Grosso, maior produtor do país, a StoneX projeta produtividade ainda melhor.

Apesar das boas perspectivas atuais, esses Estados exigem atenção especial em um ano de El Niño.

A ressalva é da StoneX, sobre o risco climático que cerca a safra. A projeção está perto da feita pelo USDA, departamento de Agricultura dos Estados Unidos, que estimou a safra em 186 milhões de toneladas em outubro.

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Apesar do recorde esperado, as exportações de soja à China caíram mesmo com a safra recorde no Brasil, segundo balanço de outubro. A China é a maior compradora do grão brasileiro.

O que acontece agora

A colheita da safra 2026/27 deve começar nos próximos meses, com o volume final dependendo das condições climáticas até lá, sobretudo o risco associado ao El Niño nos Estados do Sul.