O governo dos Estados Unidos deve retomar a cobrança por minerais críticos, segurança regional e novas regras de comércio com o Brasil assim que o segundo turno das eleições terminar, no dia 25 de outubro, segundo analistas ouvidos pelo Valor.
A pressão não é nova. Em outubro de 2025, o governo americano apresentou uma minuta com 21 pontos para reduzir as tarifas do tarifaço. O Brasil rejeitou o texto, que previa aviso prévio sobre venda de ativos minerais e vantagens para empresas americanas.
O que os EUA querem do Brasil
Os Estados Unidos querem reorganizar o fornecimento de minerais críticos do Hemisfério Ocidental para reduzir a dependência da China. Brasil, Canadá e Groenlândia são os três países que a gestão Trump prioriza para garantir terras raras e outros insumos estratégicos.
Na minuta rejeitada, os americanos pediram ainda que o Brasil limitasse investimentos de "atores não orientados pelo mercado" no setor mineral, numa referência direta à China. O pedido também envolvia regras de pagamento e segurança regional, sem detalhamento público.
O Brasil tenta se posicionar como fornecedor estratégico por conta própria. Em setembro, Lula sancionou a lei de R$ 7 bilhões para impulsionar a produção de minerais críticos.
Os Estados Unidos, por sua vez, já ampliam estoques próprios do insumo. O setor brasileiro teme que o movimento eleve os preços globais.
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Nas negociações bilaterais, minerais críticos entraram na mesma mesa de tarifas e segurança regional, segundo analistas ouvidos pelo Valor. O tema também entrou na campanha presidencial.
Documentos revelados durante as negociações citam referências às eleições de 2026. O candidato Flávio Bolsonaro afirmou que o Brasil poderia ajudar os americanos a reduzir a dependência da China em terras raras.
O que acontece agora
As negociações devem avançar depois do dia 25 de outubro, quando o segundo turno define o próximo presidente. O grupo de trabalho criado por Brasil e EUA para negociar o tarifaço segue sem data marcada para uma nova rodada específica sobre minerais críticos.





























