O número de seções eleitorais com local de votação alterado para o 2º turno caiu de 4.300 para 99 em poucas horas neste domingo (18), segundo o sistema do TSE. O tribunal recomenda que todo eleitor confira o próprio local antes do dia 25.
Na sexta-feira (16), o TSE informou 4.300 seções alteradas. No domingo à tarde, o número no sistema caiu para 2.033. Às 19h, para 1.396. Às 20h, para apenas 99.
Por que o número mudou tanto?
A oscilação veio de um erro de nomenclatura. Em Escada (PE), o sistema mostrava transferência da "Escola Municipal Barão de Suassuna" para o "Grupo Municipal Barão de Suassuna". Segundo dados do Inep, há apenas uma escola com esse nome no local.
O TRE-PE confirmou só 6 mudanças reais em dois municípios, não as 24 que o sistema do TSE chegou a mostrar.
Em Delmiro Gouveia (AL), o mesmo problema trocava "Escola Municipal" por "Grupo Escolar" no nome de um colégio. O TRE-AL apurou zero seções realmente alteradas no estado.
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No Paraná, o sistema mostrava 61 locais alterados em 48 municípios, e o TRE-PR confirmou 8 mudanças reais em 7 deles. Em São Paulo, de 15 locais apontados em 8 municípios, o TRE-SP confirmou apenas 2.
Quem decide as mudanças de local?
Segundo o TSE, as alterações não são decididas de forma centralizada pelo tribunal. Cada zona eleitoral avalia a infraestrutura disponível na própria região.
O número oficial e confirmado pelo TSE para a alteração do 1º para o 2º turno é de 4.352 seções, menos de 1% do total do país.
A assessoria do tribunal confirmou que vai apurar o que aconteceu com os números do sistema e que ele está sendo atualizado.
Para checar o próprio caso, o eleitor pode usar o aplicativo e-Título ou consultar os dados pelo portal do TSE.
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A confusão nos números não muda o recado principal: quem vota em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro ou Bahia, os estados com mais alterações reais, tem motivo de sobra para checar o próprio local antes do 2º turno.
O ponto em aberto
O TSE já havia anunciado a alteração de 4,3 mil seções eleitorais na sexta-feira (16), antes de o próprio sistema contradizer esse número dias depois.
O episódio levanta uma dúvida que o tribunal ainda não respondeu: quantas outras seções do país têm o mesmo tipo de erro de cadastro, sem que nenhum TRE tenha ido conferir caso a caso.





























