Faltam sete dias para o 2º turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, marcado para 25 de outubro, e as grandes potências torcem por desfechos diferentes. Os presidentes Donald Trump, dos Estados Unidos, e Benjamin Netanyahu, de Israel, declararam apoio público a Flávio.
Flávio Bolsonaro venceu o 1º turno com 47,03% dos votos, contra 45,16% de Lula, resultado apertado que levou os dois candidatos à disputa de 25 de outubro.
É uma grande vitória, muito apertada, mas uma grande, grande vitória.
Trump comentou assim o resultado de Flávio no 1º turno, em 5 de outubro.
Na mesma semana, Netanyahu publicou na rede X que espera "restaurar a extraordinária amizade entre Israel e Brasil" e desejou "uma grande vitória" ao candidato do PL. Dias depois, o israelense convidou Flávio para visitar Israel.
Entre os brasileiros que moram em Israel, 74% votaram em Flávio no 1º turno, segundo o ND+, salto em relação ao pai dele em 2022. A eleição israelense ocorre em 27 de outubro, dois dias depois do 2º turno brasileiro.
Por que China e Rússia ficam de fora da disputa?
China e Rússia evitam declarar apoio a qualquer lado porque dependem do Brasil independentemente de quem vencer. O Ministério das Relações Exteriores chinês emitiu só uma nota protocolar neutra sobre o 1º turno, segundo o ND+.
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A China compra cerca de US$ 100 bilhões em exportações brasileiras por ano, qualquer que seja o presidente.
A Rússia também tem motivo para preferir continuidade: o Brasil importou 11,1 milhões de toneladas de fertilizantes russos em 2025, quase um quarto de tudo que a Rússia exporta do produto no mundo.
A tarifa dos Estados Unidos já havia empurrado o Mercosul para negociar mais com a China antes mesmo do 1º turno.
O que muda para o Brasil dependendo do resultado?
O 2º turno define quem comanda a relação do Brasil com a União Europeia numa etapa decisiva do acordo Mercosul-UE. O Congresso brasileiro já ratificou o texto, mas a aprovação europeia ainda depende de avaliação jurídica e dos parlamentos dos países-membros.
Lula defende fortalecer o Mercosul como bloco. Flávio Bolsonaro propõe mais flexibilidade para acordos bilaterais fora dele.
A reação ao 1º turno já havia dividido governos estrangeiros entre apoio a Lula e a Flávio, como mostrou a imprensa internacional.
O que acontece agora
O 2º turno acontece em 25 de outubro e define o rumo da relação do Brasil com Washington, Bruxelas, Pequim, Moscou e Tel Aviv. A imprensa internacional já chama a disputa de maior teste à direita no continente.
Dois dias depois do resultado brasileiro, Israel também vai às urnas, em 27 de outubro.





























