Corinthians e Hypera Pharma divergem sobre o valor da multa para encerrar o contrato de naming rights da Neo Química Arena, revelou o Globo Esporte no domingo (18). O clube considera R$ 47,85 milhões; a farmacêutica defende R$ 68 milhões.
A discussão ocorre enquanto o Corinthians negocia com a Caixa Econômica Federal um acordo para quitar a dívida da construção do estádio. Para avançar, o clube avalia transferir os direitos de nome à Caixa, o que exigiria encerrar o contrato com a Hypera.
O acordo com a Hypera foi anunciado em setembro de 2020, com duração de 20 anos e valor original de R$ 300 milhões. O contrato prevê multas decrescentes em caso de rompimento unilateral.
Para 2026, a tabela do contrato estabelece R$ 47,85 milhões, valor usado pelo Corinthians na negociação.
A Hypera defende que o valor seja corrigido pelo IGP-M, o Índice Geral de Preços do Mercado, o que levaria a multa a cerca de R$ 68 milhões, 42% acima do valor considerado pelo clube.
Procurada pelo ge, a Hypera informou que não comenta o assunto.
Apesar da diferença de cerca de R$ 20 milhões, a diretoria do Corinthians espera reduzir o valor final com base na relação comercial com a farmacêutica. Segundo o ge, o clube ofereceu um contrato de patrocínio como alternativa.
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Como fica o acordo com a Caixa
A proposta apresentada à Caixa prevê que o banco assuma os direitos de nome do estádio como parte do acordo para quitar a dívida da construção. A diretoria estima que esses direitos valham cerca de R$ 70 milhões por temporada.
O contrato atual com a Hypera tem valor-base de R$ 15 milhões anuais, sujeito à correção pela inflação. O projeto também prevê lançamento de títulos de capitalização e a transferência da operação financeira do clube para o banco.
A negociação com a Caixa já rendeu resultado prático. Em outubro, o banco avalizou a suspensão de uma parcela da dívida da Arena, e o clube desbloqueou R$ 27 milhões para pagar salários em atraso.
O aperto financeiro também aparece em outras frentes: o clube atrasou o pagamento de direitos de imagem a jogadores pelo 2º mês seguido em setembro.
A discussão pela multa da Neo Química Arena é só mais um capítulo da reestruturação financeira que o clube negocia com o banco público.
O que acontece agora
Corinthians e Caixa confirmaram as tratativas em nota conjunta na sexta-feira (16). O valor final da multa com a Hypera ainda não tem data para ser definido.





























